No Forró Caju não faltam garotas charmosas a ostentar saltos altíssimos, sem, contudo, perder o ritmo acelerado do forró. Elas garantem que o salto alto não atrapalha nem um pouco durante a dança. Não importa se o salto é agulha (aqueles super finos e altíssimos) ou anabela (plataformas leves e mais confortáveis), o que de fato vale para elas é jamais perder a pose.
A professora de química Tamis Dias Lima, de 21 anos, conta que o seu segredinho para aguentar firme uma noite inteira de forró sem reclamar de dores nos pés está em seu saltinho anabela. "Em todas as noites do Forró Caju não abri mão dele. Já estou treinada em dançar forró com esse tipo de salto. Dá para aguentar a noite toda", diz a forrozeira.
Já a tecnóloga em petróleo e gás Dayse Anne Barbosa, de 20 anos, prefere os saltos mais finos. Usando um de 12 centímetros de altura, ela afirma que o calçado não atrapalha em nada sua performance. "Eu sempre gostei de salto alto. Não me canso nem um pouco porque já estou acostumada. Me sinto super à vontade dançando forró de salto", comenta.
Apesar da elegância que o salto alto acaba conferindo às suas adeptas, existe sempre o risco de acontecer uma torção. De acordo com o coordenador da Rede de Urgência do Samu nas Zonas Norte e Sul, Marcos Fonseca, no Forró Caju deste ano foram registrados dois casos de torções.
"Desde que o piso da praça Hilton Lopes foi cimentado, no ano passado, o número de casos de torções atendidos pelo Samu durante a festa, que já não é tão grande, diminuiu ainda mais", destaca Marcos.