Que o forró é o que atrai milhares de pessoas para o Forró Caju, todo mundo já sabe. Mas com o intuito de modernizar, misturar influências ou mesmo dar uma nova roupagem a esse estilo tradicionalmente nordestino, muitos artistas acabam fazendo versões de músicas de outros ritmos, como o gospel e o axé, e até de músicas estrangeiras. A iniciativa divide opiniões entre os frequentadores da praça de eventos Hilton Lopes.
A analista de sistema Sara Barros, por exemplo, vê de forma positiva a mistura musical. "Não tem essa. Foi forró a gente dança. A Dança do Ice mesmo coloca todo mundo para mexer o esqueleto. No meu MSN mesmo eu já coloquei: Red ou Ice?", conta entusiasmada, referindo-se à versão da música Rise Up, de Yves Larock, muito tocada no Forró Caju.
Para a jornalista Juliane Sebastião, essa confluência de ritmos acaba atraindo pessoas de diversas tribos. "Fiquei sabendo que ontem Amorosa cantou músicas do Padre Fábio de Melo em ritmo de forró e a galera adorou. Se tocado da maneira certa, tudo acaba ficando bem legal", afirma.
Mas tem gente que não gosta muito e prefere o forró em sua forma autêntica. "Forró é forró. Tem que ser do jeito que todo mundo já está acostumado, seja no ritmo ou na letra. Pode até ser que uma ou outra canção dê certo, fique legal, mas o artista tem que trabalhar bem em cima dela. Não é só colocar a sanfona no meio e sair por aí inventando", diz a estudante de Serviço Social, Bethania Lemos.