Flávio José mostra todo o seu talento

Agência Aracaju de Notícias
29/06/2009 00h58
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No palco Luiz Gonzaga, uma das atrações mais esperadas da última noite do Forró Caju: Flávio José. O paraibano da cidade de Monteiro não escondeu a alegria de estar, mais um ano, participando do maior festejo junino do Estado. "É sempre uma satisfação, uma alegria muito grande poder voltar a essa festa. Preparamos um belo show para garantir nossa participação no evento do próximo ano", disse sorridente, minutos antes de começar sua apresentação. Já no palco, agradeceu o prefeito Edvaldo Nogueira pelo convite para mais uma edição da festa - são nove anos de participação - e elogiou a organização da festa, principalmente a qualidade do som.

"Fico tranquilo quando venho para cá porque sei que o som é de primeira, afinal de contas, o sucesso da festa não depende só de mim, da banda ou do público, mas de um som de qualidade, e é isso que encontro todas as vezes que venho pra cá", afirmou o cantor. Para o show deste ano pouca coisa mudou, até porque é obrigatório que Flávio José cante músicas como ‘Tareco e mariola', ‘A natureza das coisas' e ‘Espumas ao vento', entre muitas outras canções de sucesso que são pedidas pelos fãs. "São músicas obrigatórias nos nossos shows", frisou.

O repertório reuniu canções de toda a sua discografia, ou seja, músicas que embalam os forrozeiros há 30 anos, desde quando ele decidiu largar a profissão de bancário e enveredar pela música. Na bagagem desse paraibano estão oito LP's  e 17 CD's - o primeiro gravado em 1994. A novidade da apresentação de Flávio nesta edição do Forró Caju foi o encerramento do show. "Separamos três músicas religiosas de louvor a Deus, de agradecimento por tudo que Ele tem nos dado. É um momento muito especial e bonito porque as pessoas sempre se emocionam, choram e cantam junto com a gente", afirmou.

Aprovação 

Flávio José tem características de sobra para ser aclamado como um dos ícones do autêntico forró: o uso dos equipamentos essenciais ao ritmo, nada de forró eletrônico e letras que cantam o amor em todas as suas formas e o cotidiano dos nordestinos. "A programação de hoje está maravilhosa, mas se tivesse apenas Flávio José certamente estaria aqui, pois sou fã dele. Adoro as músicas, o jeito como ele canta, como desenvolve seu trabalho, o fato de dar continuidade ao autêntico forró", declarou a arquiteta e professora da Universidade Federal e Sergipe, Cláudia Ruberg. Natural de João Pessoa (PB), Cláudia se mudou para Sergipe há dois meses e nunca tinha estado no Forró Caju, festa que para ela superou todas as suas expectativas.

"Conheço muito as festas de São João da Paraíba, inclusive a de Campina Grande, que é muito famosa, mas tenho que admitir que a de Aracaju é bem melhor porque é democrática, não tem o cunho comercial como em Campina Grande. Me admirei com a organização em todos os aspectos, e principalmente com o fato de ser oferecida para a população, gratuitamente, uma programação de muita qualidade", disse a arquiteta que participou de três das oito noites de Forró Caju.

Quem também veio à praça Hilton Lopes atraída pelo som da sanfona e pela voz de Flávio José foi a biomédica Alda Rodrigues, de 31 anos. "Sou apaixonada pelo trabalho dele. Adoro dançar ouvindo a boa música que ele faz, esse forrozinho gostoso, bem raiz", declarou a biomédica.