Canta Colina atrai centenas de pessoas

Funcaju
13/03/2010 07h02
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Na última sexta, 12, o pianista Arthur Moreira Lima e a Orquestra Sanfônica de Aracaju se apresentaram no ‘Canta Colina’, evento que faz parte das comemorações dos 155 anos de Aracaju. O cenário não podia ser mais representativo: a Colina do Santo Antônio, local de nascimento da capital. Foi lá que surgiu o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que no dia 17 de março de 1855 foi elevado a categoria de cidade e passou a ser a capital do estado.

As apresentações atraíram pessoas de todas as idades, que foram ao marco inicial da cidade para apreciar a música de qualidade. Surpreendendo todas as expectativas, as 500 cadeiras disponibilizadas pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju) não foram suficientes. Centenas pessoas assistiram as apresentações da forma que acharam melhor: da janela de casa, da praçinha da igreja, ou de pé mesmo.

Segundo Waldoilson Leite, presidente da Funcaju, a programação do aniversário da capital foi pensada de forma que atingisse o maior número de pessoas em seus mais diversos estilos. “Mais uma vez a Prefeitura mostra o quanto se preocupa com a diversidade e prepara uma programação variada. A gente pôde notar hoje, aqui na colina, que mesmo a música erudita tem grande aceitação. Isso demonstra que Aracaju realmente tem público para os mais diferentes gostos e os nossos eventos são desenvolvidos para todos”, afirma.

Estrada

Desde que criou o 'Piano pela Estrada' (campanha que apresenta concertos de piano, através de um caminhão-teatro, às comunidades mais distantes e isoladas do país), o pianista carioca tem se dedicado a democratização da música clássica e tornou-se conhecido do grande público brasileiro. "Depois de chegar a uma certa idade e adquirir um tanto de experiência a gente pode se dedicar mais a projetos como esse. Hoje eu me dedico a eventos gratuitos e abertos a todos, como este de hoje, porque sei da importância de se dinfundir a musíca clássica pelo país".

Clássicos de Sebastian Bach, Mozart, Beethoven e Chopin dividiram o espaço com composições de brasileiros como Ernesto Nazareth e Radamés Gnattali. Até mesmo obras da cultura popular nordestina como Asa Branca de Luiz Gonzaga foram executadas. Um dos momentos de maior emoção da noite foi quando, em homenagem ao aniversário de Aracaju e com o público de pé, o pianista tocou o Hino Nacional Brasileiro.

Para Moreira Lima, que já se apresentou na capital sergipana cinco vezes, tocar aqui é sempre um privilégio. “Das outras vezes que vim a Aracaju notei um público muito culto e que nos recebe de uma forma bastante peculiar: as pessoas são calorosas, ao mesmo tempo em que se portam com respeito e demonstram muita atenção”, elogia.

A funcionária pública Genolice Santana, que mora no bairro Santo Antônio há quase 30 anos, afirma que a divulgação do evento foi muito boa. “Eu sempre acompanho a programação da Prefeitura. A apresentação dessa noite proporciona que muita gente que não tem acesso passe a ter. Isso é muito bom”, disse.

Raiz nordestina

Após a apresentação do pianista carioca foi a vez da Orquestra Sanfônica de Aracaju mostrar o maior coro de acordeons do Brasil. Clássicos da música nordestina foram executados no abre e fecha dos foles da sanfona, além de conhecidas composições da música popular brasileira.

A aposentada Edite Barreto, de 92 anos, disse que a apresentação da Orquestra Sanfônica faz com que ela se lembre de sua juventude no interior. “É muito bonito, me faz recordar dos festejos juninos, principalmente com as músicas de Luiz Gonzaga. Os encontros de sanfoneiros já fazem parte de nosa cultura, é muito bom ver a preservação da música nordestina”.

Para a jornalista Thaís Bezerra, que assina uma das colunas mais tradicionais da cidade, a proposta é extremamente relevante. “Esse é sem dúvida um evento elogiável. Não são todos que têm a oportunidade de assistir apresentações como estas em salas de concertos e teatros, por isso que é tão louvável a iniciativa da Prefeitura de Aracaju de por gratuitamente ao alcance do povo um show de um artista do gabarito de Arthur Moreira Lima. Sem falar da Osquestra Sanfônica, que assim como nossa cidade, tem crescido e se tornado referência em todo país”.


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