O Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) participou nesta quinta e sexta-feira, dias 18 e 19, da Oficina de Capacitação sobre hepatites virais. O evento aconteceu no Centro de Educação Permanente em Saúde (CEPS) e faz parte da agenda de qualificação dos profissionais e gestores do sistema municipal de saúde.
A capacitação foi promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e contou com a participação da referência técnica em hepatites virais indicada pelo Ministério da Saúde (MS), Sheila Marshal Diaz Morales. Ela apresentou as metas e estratégias nacionais relativas ao programa.
O objetivo foi fornecer ainda mais elementos para ampliar o conhecimento acerca dessas doenças. "Queremos potencializar as diretrizes de prevenção, diagnóstico e tratamento preconizadas pelo MS. É importante destacar que a oficina ganha ainda mais validez para nós do Programa, considerando a inclusão recente das hepatites no nosso espectro de ação. Antes, essa era uma área trabalhada pela Vigilância Epidemiológica", afirmou o coordenador do Programa Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais, Andrey Lemos.
De acordo com ele, é importante observar a demanda que parte da própria população com relação às hepatites. "No Centro de Testagem e Aconselhamento, por muito tempo a demanda focava quase que totalmente o diagnóstico do HIV. Esse quadro tem mudado e a população já procura fazer o exame das hepatites virais", complementa Andrey.
Hepatites virais
As hepatites virais são doenças que provocam inflamações do fígado. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado. Os sintomas são cansaço, tontura, enjôo e vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
A hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes de pessoas infectadas pelo vírus. Quem já teve hepatite A não está livre de pegar outras hepatites.
A hepatite B é transmitida pelo sangue e nas relações sexuais sem camisinha. O vírus é encontrado no esperma e na secreção vaginal. Também é possível pegar a doença por meio do compartilhamento de objetos como agulhas e seringas, lâminas de barbear ou depilar, instrumentos para uso de drogas, materiais de manicure, escovas de dente ou materiais para confecção de tatuagens e colocação de piercings.
A Hepatite C é transmitida principalmente pelo sangue. Quem recebeu transfusão de sangue ou hemoderivados antes de 1993 pode ter a doença. As outras formas de transmissão são semelhantes às da hepatites B, porém, a sexual é menos frequente. Já a Hepatite D (ou Delta) afeta somente aquelas pessoas que já estão infectadas pelo vírus da hepatite B. A transmissão é igual a das hepatites B e C.
Prevenção
Para evitar contrair a doença, a recomendação é não compartilhar objetos como escovas de dente, lâminas de barbear e depilar, seringas e agulhas, cachimbos e canudos, materiais de fazer tatuagens e piercings. Outras orientações são: utilizar material de manicure individual ou esterilizado; lavar as mãos após usar o banheiro, quando for preparar alimentos e antes de se alimentar; e usar camisinha em todas as relações sexuais.
A prevenção também se dá através de alguns cuidados com a alimentação, como cozinhar bem mariscos e frutos do mar, lavar bem os alimentos crus (frutas, legumes e verduras) e deixa-los mergulhados por 30 minutos em solução preparada com uma colher das de sopa de água sanitária a 2,5%, diluída em um litro de água tratada.