Prefeitura abriga moradores das áreas de risco

Família e Assistência Social
12/04/2010 19h20
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O último fim de semana marcou a chegada da frente fria vinda do sudeste. No entanto, o impacto em Aracaju foi de proporções menores devida às ações preventivas realizadas pela Prefeitura Municipal (PMA) desde o ano passado. De acordo com os meteorologistas, o tempo chuvoso permanece na capital até a próxima quarta-feira.  Assim, o município vem trabalhando no sentido de minimizar ainda mais as perdas dos que mais sofrem com a intensidade das chuvas.

Até o momento, a PMA mantém em seis abrigos provisórios 904 pessoas com toda a estrutura de colchões, alimentos, roupas e assistência em saúde. Os alojamentos foram montados em escolas do estado e do município, localizadas nas zonas Norte e Sul da capital. São elas: Laonte Gama (280 pessoas) e Vitória de Santa Maria (419), no bairro Santa Maria; Barão de Mauá (65), no Orlando Dantas; Leonor Franco (70), no Mosqueiro; José Alves do Nascimento (50), no Coqueiral , e Pedro Averan (20), no Cidade Nova.

Na escola Barão de Mauá, a maior parte dos desabrigados teve suas casas destruídas pelos deslizamentos de terra no Morro do Avião, no Santa Maria, e pelas enxurradas. A doméstica Andreza Pereira, moradora do bairro, teve sua casa invadida pelas águas. "Ainda consegui proteger o fogão, mas todo o resto se perdeu com a chuva", conta desolada. Andreza e seus cinco filhos agora aguardam por mais doações em uma das salas da escola.

 Já o pedreiro Adenilton Ferreira, de 31 anos, abrigado na escola Laonte Gama, perdeu tudo com desabamento de sua residência. "Só mudei de roupa porque recebi essa através das doações", diz Adenilton. Além disso, o pedreiro vive outro drama. Depois de ver a casa vir ao chão, sua mulher passou mal e teve de ser encaminhada a um hospital junto com a filha de três anos que estava doente. "Agora, estou eu aqui ansioso por notícias das duas", desabafa.

O trabalho das equipes médicas tem sido intenso nos abrigos. "O suporte da Secretaria Municipal de Saúde [SMS] se faz essencial nesse momento. As famílias chegam com muitas crianças e grávidas. O Samu, as equipes médicas e até agentes de saúde, estão sempre prontos para os chamados de emergência nos abrigos", afirma a coordenadora de Proteção Social Básica, Iolanda Oliveira.

A coordenadora também destacou a atuação do Corpo de Bombeiros e das coordenadorias de Defesa Civil municipal e estadual na remoção das famílias das áreas de risco, medida prioritária desde que as chuvas começaram a se intensificar na cidade, superando, em quatro dias (350 mm),  a média histórica para o mês de abril (212 mm). "O cuidado em abordar os desabrigados tem sido fundamental para o sucesso das ações de transferência das famílias para os abrigos", destaca.

Mantimentos

As famílias vêm sendo acomodadas nos abrigos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc). Lá, elas recebem os mantimentos, fruto das compras de urgência feitas pela secretaria  e de doações. "Qualquer doação será bem recebida. Produtos de higiene pessoal, lençóis, cobertores, alimentos e principalmente colchões. Estamos com uma demanda alta deste último item", ressalta Iolanda.

As doações podem ser feitas no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Gonçalo Rollemberg Leite (antigo Centro Social Urbano), localizado na rua Alagoas, 2051, bairro José Conrado de Araújo. O telefone do Cras é o 3179-2242/2244.