Comidas típicas são opção para repor energias

Agência Aracaju de Notícias
22/06/2010 00h31
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Canjica, bolo de milho, amendoim, pamonha, mugunzá, caruru. Uma infinidade de opções está à disposição do público que participa do Forró Caju. Afinal, depois de tanta folia, é natural ter que repor as energias.

Aos 68 anos, a aposentada Maria José Nascimento admite que é fã das comidas juninas e que aproveita a época para apreciar grande parte delas. "Uma das minhas iguarias preferidas é a tapioca. Gosto muito, sempre como, mas no São João é como se ela tivesse um gostinho diferente. A minha preferida é a que tem recheio de frango", conta.

Quem tem a mesma opinião da aposentada é a paulista Aline Barros, que vem pela primeira vez ao Forró Caju. Ela conta que, em São Paulo, sempre come tapioca, mas a daqui é bem diferente. "O sabor da tapioca sergipana é muito melhor, a massa é mais fininha, o modo de fazer é diferente. Quando venho aqui, não deixo de provar essa guloseima", afirma Aline, enquanto se esbaldava com uma tapioca de queijo com coco, seu sabor preferido.

Renda extra

Enquanto os forrozeiros matam a fome, os comerciantes aproveitam para garantir uma renda extra nessa que é uma das melhores épocas do ano para quem trabalha com a venda de alimentos. Uma dessas pessoas é Dona Carminha, como é chamada carinhosamente por seus fregueses. "Tenho vendido muito cachorro quente por aqui. Meu melhor dia de vendas foi sábado, pela quantidade de pessoas na festa. A expectativa é vender cada vez mais", ressalta ela.

Há oito anos trabalhando com a comercialização de comidas típicas no Forró Caju, Rosa Santos oferece aos fregueses uma grande variedade de iguarias, que vai de arroz doce a mugunzá, passando pelo tradicional mingau de puba. "As iguarias que têm tido mais saída são o caruru, o mugunzá e o bobó de camarão. Estamos recebendo também aqui na barraca muitos turistas, que se interessam em saber do que cada comida é feita e como é o processo de produção", conta.

Higiene

Um fator importante tanto para os comerciantes quanto para os consumidores é a higiene na hora de cozinhar, de acondicionar e vender as comidas. A comerciante Tânia Dantas, que tem a tapioca como carro-chefe da sua barraca, ressalta esse aspecto como essencial.

"Nos preocupamos em usar toucas e jalecos, sempre tendo em vista a higiene. O modo de servir e guardar os alimentos também é um ponto a ser observado, porque não queremos nem que o alimento estrague, nem que o público seja prejudicado ao consumi-lo", ressalta Tânia.