O arraial montado ao lado da Passarela das Flores no Mercado Central ficou pequeno para a 6ª edição do Forró Doce Caju, realizada na tarde desta terça, 22. O evento atraiu cerca de mil pessoas que, mesmo com chuva, não perderam a animação. O projeto faz parte da programação do Forró Caju e reuniu pessoas com deficiência, idosos, familiares e educadores em um momento de descontração, animados pelos grupos de forró pé-de-serra, que deram o ritmo às apresentações feitas pelos participantes.
A festa, realizada desde 2005 pela Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju), tem como principal objetivo proporcionar um momento de lazer e promover a inclusão das pessoas com deficiência, auxiliando na quebra de preconceitos. Este ano, mais de 60 pessoas estiveram envolvidas na organização.
A diretora de esporte da Funcaju, Silvania Barros, conta que se sente realizada ao ver a satisfação no rosto das pessoas. “A gente percebe que há um fortalecimento dos projetos voltados à inclusão social. Mesmo em um dia chuvoso a participação superou as expectativas. É muito importante que o evento faça parte da programação do Forró Caju”, comenta.
Ela ressalta que a inclusão e valorização das pessoas com deficiência é uma preocupação constante da Prefeitura de Aracaju. “No Projeto Verão e na Semana do Trânsito, por exemplo, tivemos diversas atividades voltadas à inclusão social. Não podemos esquecer o Camarote da Acessibilidade, presente em todos os eventos”, complementa.
Interação
Nesta edição a festa contou com a participação dos assistidos pelo Programa de Esporte e Lazer da Cidade (PELC). Para coordenadora geral do PELC em Aracaju, Kelly Silva, o Forró Doce Caju proporcionou que os assistidos pelo programa pudessem mostrar o que estão aprendendo nas oficinas. “É um momento de troca de experiências, que demonstra como é importante respeitar as diferenças”, opina.
Segundo a diretora da Escola Estadual Myriam Melo, Maria da Conceição Santaiz, a Prefeitura é uma parceira na busca da inclusão das pessoas com deficiência. “O evento está nota dez em termo de organização. A socialização dos alunos é muito importante. É uma oportunidade de mostrar do que eles são capazes”, ressalta.
Ela revela ainda que os alunos que compõem a quadrilha ‘Xamego Especial’ ensaiam durante quase todo o ano para as apresentações no período junino. Esmerina Nunes, que tem um sobrinho na quadrilha, elogia a iniciativa: “Faz com que se sintam iguais. E eles ainda se divertem e a gente também’, brinca.
Talento
Componente da quadrilha ‘Talentos Especiais’, do Instituto Lourival Fontes, Alex Pereira Matos, 23 anos, diz que gosta muito de dançar, pois é um hobby bom para a saúde. Para ele participar da quadrilha é muito importante, pois mantém contato com os amigos. “Eu gosto de participar pra não ficar em depressão. Por isso que é bom ter muitos amigos, a gente se reúne e faz a festa. Brasileiro gosta de festa”, comenta.
Mario da Costa, do PELC do Bairro América, participa do Coco de Roda, juntamente com os amigos do grupo da terceira idade do bairro. Para ele a apresentação foi uma ocupação a mais. “Lá na comunidade não ficamos parados. Há quatro meses que estamos ensaiando e nos apresentar é uma sensação maravilhosa. Eventos como esse deveriam acontecer mais vezes”, sugere.