Erivaldo de Carira resgata tradições nordestinas

Agência Aracaju de Notícias
22/06/2010 23h23
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A mistura de gerações e estilos é a marca desta quinta noite de Forró Caju. Para agradar o público que aprecia o forró tradicional, Erivaldo de Carira subiu ao palco principal trazendo em seu repertório a sonoridade da zabumba, do triangulo e da sanfona. Em sua apresentação, ficou clara a influência de nomes como Luiz Gonzaga e o Trio Nordestino.

Para Erivaldo, seu show é um resgate às tradições nordestinas. "Trazer para público o forró autêntico, como forma de manter viva nossa cultura, é minha forma de agradecer pelo espaço que tenho sempre, agradecer pela valorização do artista sergipano", afirma o sanfoneiro, que cantou antigos sucessos como ‘Fazenda Velha' e mais recentes como ‘Estou chegando'.

Para o sanfoneiro de oito baixos, filho de ‘Manezinho de Carira', é uma satisfação tocar todos os anos na praça Hilton Lopes. "Eu toco aqui desde a primeira edição. Ficar de fora do Forró Caju é ficar de fora do maior evento de Sergipe e por isso só vou deixar de vir quando não puder pegar na sanfona", conta o artista, que está há mais de 30 anos na estrada e já tocou com grandes intérpretes como Dominguinhos, Luiz Gonzaga e Mestre Zinho.

O professor universitário Jeferson Biones se diz encantado com o show. "Para mim isso sim é que é forro. Essas músicas entram nos meus ouvidos como mel", elogia. "Acho válido que as bandas mais modernas tenham espaço porque a juventude cresceu ouvindo elas e já se adaptou aos novos ritmos, mas o forró da sanfona, do triangulo e da zabumba também tem que ter seu espaço", ressalta o professor.

Orgulho

"Quando o Forró Caju ainda não existia eu tinha que ir a cidades como Caruaru e Campina Grande para participar de festas assim. A gente tem mesmo que parabenizar a Prefeitura por organizar um evento desse porte, com uma programação que inclui todos os públicos. São coisas como essas que me dão tanto orgulho de morar em Aracaju", conta Biones, alagoano que mora na capital sergipana há 18 anos.

A dona de casa Edileuze Moura também elogiou a apresentação de Erivaldo de Carira. "Essas músicas têm a cara da minha juventude. É o forró pé-de-serra, o forró de candeeiro que mais mostra as tradições populares. As letras falam do nosso povo, da nossa cultura, e o som é o melhor para se dançar", destaca.

Confira a entrevista com o artista no eajucom

www.youtube.com/eajucom