Mestrinho domina a sanfona com apenas 21 anos

Agência Aracaju de Notícias
24/06/2010 00h47
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Quem disse que no forró idade é documento? Mestrinho, sanfoneiro sergipano de 21 anos que acompanha o mestre Dominguinhos, prova que para dominar a sanfona o que conta mesmo é talento e disciplina, e ainda acalenta o coração dos que temem a morte da música nordestina de raiz.

Filho do cantor e sanfoneiro Erivaldo de Carira, Mestrinho conta que a música sempre esteve presente em sua vida. "Cresci ouvindo sanfona e convivendo com o instrumento", revela o músico.

Ainda com jeito e traços de menino, o sanfoneiro fala com tom de experiência sobre sua carreira. "Perdi as contas de quantas vezes já toquei no Forró Caju. Já toquei aqui com meu pai e com o ‘Trio Juriti', uma banda que eu tinha com minha irmã Thais e o percussionista Scuinho", diz.

Morando em São Paulo há três anos, Mestrinho conta que conheceu Dominguinhos aos 17 anos na terra da garoa. "Sou fã de Dominguinhos desde que comecei a tocar sanfona. O conheci em São Paulo e há um ano ele começou a me chamar pra tocar em alguns shows com ele. Faz uns quatro meses que toco fixo com ele. É um sonho", dispara o jovem.

Quando questionado sobre o trabalho do seu discípulo, Dominguinhos fala da importância de se relacionar com a nova geração do forró. "Mantenho uma boa relação com os jovens músicos, principalmente os sanfoneiros. Afinal de contas, são eles que vão levar tudo isso aqui adiante. Mestrinho e Cleyton Gama são dois meninos novos que estão na minha banda e mantém a tradição do forró", ressalta o mestre Dominguinhos.

Origem

Mesmo morando longe de Aracaju, sua cidade natal, o jovem sanfoneiro demonstra interesse pelos artistas locais. "Acompanho os artistas daqui. Isso me mantém próximo da minha origem. Ouço muito o meu pai, e também Rogério, Amorosa e Nino Karvan, que faz um som mais diferente. Gosto muito do trabalho dele", comenta.

Executor do solo de sanfona mais bonito desta edição do evento até o momento, quando questionado sobre o futuro, Mestrinho aparenta não ter pressa. Obedece sua companheira de trabalho - a safona- e vai vivendo, feliz, de palco em palco. "No momento, estou deixando rolar", desabafa com um sorriso no rosto.