O cantor e compositor paraibano Genival Lacerda trouxe toda sua irreverência para a sétima noite do Forro Caju 2010. Com 60 anos de carreira, ele ultrapassou as fronteiras do nordeste, levando sua forma de compor e interpretar para todo o Brasil. Ao longo de mais de meio século já gravou 70 álbuns, com composições regravadas por diversas gerações de músicos.
Os dançarinos fizeram um show à parte, atraindo a atenção do público com muita sensualidade. Genival Lacerda animou o público com um show autenticamente nordestino e um estilo próprio de cantar o forró, sempre com muita irreverência e ousadia.
As pessoas cantaram e dançaram as músicas 'Severina Xique, Xique', ' Mate o Véio', 'Rock do Jegue', 'Radinho de Pilha', 'Geleguim do Zoio Azul', 'Fio Dental', entre outros sucessos. Durante o show, o cantor chamou o filho João Lacerda para fazer uma participação especial.
Márcio de Dona Litinha, vocalista da banda Naurêa, conta que Genival é uma das maiores influencias do grupo. "Para nós Genival é um gênio, ele entendeu que o forró pode se comunicar com os outros estilos. A obra dele ultrapassa todas as fronteiras. Ele participou da gravação do nosso DVD. Já é um amigo", comenta.
Confira abaixo entrevista com o cantor, minutos antes de subir ao palco Luiz Gonzaga:
Agencia Aracaju de Noticias (AAN) - o Forró Caju já faz parte de sua agenda de shows, como é a relação com o publico sergipano?
Genival Lacerda (GL) - Há mais de oito anos que participo dessa festa, já tenho 60 anos de carreira, me sinto muito feliz com o carinho. Não só em Sergipe, mas em todo o Brasil.
AAN - A irreverência é uma marca dos seus shows, como o público reage as brincadeiras?
GL - O Brasil me conhece, aonde eu chego todo mundo dança, todo mundo brinca.
AAN - O que o público pode esperar do show de hoje?
GL - Vou trazer uma seleção muito boa de forró, muito xote, pé-de-serra, está bem variado.
AAN - Há algum projeto novo para os próximos meses?
GL - Sim, o lançamento do um CD comemorando os 60 anos de carreira, com a participação de Ivete Sangalo, Dominguinhos, Zeca Pagodinho, Chico César e Adelmário Coelho.
AAN - Durante esses 60 anos de carreira, o senhor já participou de três filmes, como é essa relação com o cinema?
GL - Pra o que me chamam eu vou, mas meu negócio mesmo é forró.