O dia 24 de junho é dedicado a São João, considerado, na cultura popular, como o santo festeiro. Diversas são as tradições que envolvem os festejos juninos, e, mesmo com as mudanças que sofreram com o passar do tempo, ainda se mantêm vivas, atravessando gerações. Ensinamentos passados de pai para filho que resistem à modernização e à tecnologia.
Os festejos juninos já fazem parte da cultura nordestina, e se manifesta das mais variadas maneiras. O servidor público Jaime Miranda montou uma quadrilha improvisada com os amigos durante o show da banda Zé Tramela e acredita que é fundamental manter as raízes. "Aqui no show a gente monta essa quadrilha improvisada para se divertir. É muito importante que os bairros montem suas próprias quadrilhas, e mais que isso, é importante divulgar essa tradição", analisa.
A professora aposentada Maria Josefa dos Santos conta que não deixa de lado as tradições. "Todo ano eu reúno a família na véspera do São João. As comidas típicas não podem faltar. Costumo fazer canjica, mungunzá e milho cozido". Ela disse ainda que antecipou a festa para comemorar o São João no arraial. "Todo ano eu venho, já faz parte da tradição".
Vestida com uma camisa xadrez a professora ressalta: "O traje também tem que fazer parte", ensina. Silvio Renato, marido de Maria Josefa, acrescenta que o forró na noite do dia 24 não pode faltar. "É uma obrigação", comenta.
A fogueira é outro símbolo do período. "Acendi uma ontem e outra hoje", destaca o auxiliar de enfermagem José Teles. "Aprendi o costume desde pequeno, com meus pais. É preciso manter viva a tradição, faz parte de nossa história", lembra. Para ele a camisa xadrez e o chapéu de couro são indispensáveis.
Culinária
Durante os festejos a culinária regional é incrementada com pratos típicos para todos os gostos, receitas passadas de geração a geração. Os vendedores aproveitam o período para faturar uma renda extra com a venda de canjica, tapioca, milho, amendoim, licores de diversos tipos.
Vendedora de comidas típicas, Adriana Barroso conta que a procura tem sido ótima. "Aproveitei o período para vender as comidas típicas. As que mais saem são mungunzá, tapioca e canjica", revela. O vendedor de bebidas Gerino da Silva conta que a procura maior é por licor de jenipapo e tamarindo.
As guloseimas típicas do São João também fazem parte do cardápio servido nos camarotes. O coordenador do camarote da Prefeitura de Aracaju, Carlos Costa , disse que as comidas típicas não podem faltar. "O cardápio muda todas as noites, mas sempre com um toque regional. Hoje estamos servindo canjica, saroio, amendoim salgado e doce e cocada".