Embora sejam comemoradas em todas as regiões do Brasil, no Nordeste as festas juninas ganham uma identidade especial. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, Santo Antônio e São Pedro - a quem se pede chuvas para uma boa colheita. Mesmo sabendo que nesse período sempre chove, esse ano o público do Forró Caju foi surpreendido com chuvas diárias, desde que iniciou a festa, no último dia 18.
Mas ao invés de inibir as pessoas, os forrozeiros mantiveram a tradição e saíram de casa para dançar o forró com muita disposição. É o caso dos baianos Alexandro Teixeira e Graciete de Albuquerque, que vieram de Salvador só para aproveitar o Forró Caju, considerada a melhor festa junina do Brasil. "Viemos dia 24 e hoje também. Queríamos ver o Trio Juriti!", comentou Alexandro. Para se prevenir do tempo incerto, os dois levavam um guarda-chuva. E mais uma vez choveu.
De acordo com o coordenador do Centro de Meteorologia de Sergipe, Overland Amaral, a expectativa pluviométrica para todo o mês de junho em Aracaju era de 200 a 220 mm, mas só até sábado, 26, a média foi de 355 mm. Do dia 18, quando começou o evento, até agora já choveu cerca de 150 mm, algo superior a média histórica para o período nos últimos anos. Nem por isso o público deixou de lotar diariamente a praça Hilton Lopes.
Guarda-chuva
Júlia Mendes é outra forrozeira que carregava um guarda-chuva no meio da multidão. A aracajuana acredita que não é a chuva que impede as pessoas de prestigiar os artistas locais e nacionais. "O fato de a festa ser anual é um motivo a mais para virmos a ela, mesmo chovendo. O guarda-chuva é para garantir que vou ficar bonita até o final da festa", brincou Julia. E a previsão é de mais chuva para o São Pedro. Mas, pelo jeiro, ninguém vai arredar o pé do Forró Caju.