Prefeito visita novos moradores do 17 de Março

Agência Aracaju de Notícias
05/08/2010 13h29
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Quatrocentos e quatro famílias, antes moradoras do Morro do Avião, receberam nesta quinta-feira, 5, a visita do prefeito Edvaldo Nogueira. O grupo faz parte da segunda transferência realizada pela equipe da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA). Compartilhando da felicidade dos novos moradores, o prefeito caminhou pelas ruas do bairro 17 de Março acompanhado por secretários, técnicos e colaboradores mais próximos.

Antes de visitar o novo bairro, a comitiva passou pelas obras do Morro do Avião, no bairro Santa Maria. Lá uma equipe da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), em parceria com a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), realizava a desobstrução de um canal de escoamento de água. O prefeito Edvaldo Nogueira conversou com os moradores e ouviu manifestações de satisfação.

"Considero o bairro 17 de Março a maior obra do nosso governo. É uma área de mais de 20 anos de habitação precária e agora nós conseguimos devolver a autoestima a essa população. Entregamos um novo bairro com área de lazer. Tenho orgulho de garantir moradia com dignidade", comemorou o prefeito Edvaldo Nogueira.

Ele aproveitou para relembrar aos moradores que todo esse trabalho somente foi possível devido ao cadastramento e que, caso a área seja invadida, a equipe da prefeitura atuará naquela região, assegurando a tranquilidade dos moradores do bairro.

"Estamos fazendo tanto a mudança das famílias quanto a limpeza durante e após a retirada dos barracos. Iremos deixar a área sem restos de construção ou entulhos para que o escoamento da água possa ocorrer corretamente", afirmou a presidente da Emsurb, Lucimara Passos.

Retirada

"A retirada deu segurança e valorizou nossas casas e o bairro que a gente mora", disse Graziela Freire, moradora do Santa Maria e mãe de quatro filhos. A transferência das famílias do Morro do Avião foi iniciada no dia 26 de julho e durou quatro dias. Antes disso, no dia 10 de junho, o prefeito Edvaldo Nogueira entregou 552 habitações no bairro 17 de Março, entre casas e apartamentos do Residencial Governador Celso de Carvalho, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Eu gostei muito da retirada. Era muito barraco. Quando chovia as águas desciam aqui para a rua, um monte de 'bolo de barro'", conta Amandia Maria Santos, 57.

Segundo o secretário municipal de Planejamento, Ducival Santana, o trabalho foi pensado com muito cuidado, em todos os aspectos - como retirar as famílias, para onde levar, como fazer a transferência e como captar recursos para viabilizar a concretização do projeto. "A partir de agora vamos urbanizar essa área para evitar novas invasões", disse Ducival.

De acordo com o presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Paulo Costa, o trabalho no Morro do Avião será dividido em etapas. "Primeiro estamos fazendo um vala para disciplinar a água e fazer a cerca. Depois faremos uma canaleta ao longo do morro para drenar a água, e por último vamos construir um passeio", afirmou Paulo.

Novo bairro

Durante a caminhada, o prefeito conversou com algumas famílias e solicitou ações específicas por parte das secretarias, como cursos profissionalizantes por meio da Fundação Municipal do Trabalho (Fundat). Ao total, já foram investidos R$ 15,7 milhões no bairro 17 de Março, entre construção das casas, blocos de apartamentos e a infraestrutura da área. Até agora, das 2,3 mil casas, 956 já foram entregues.

Estelita dos Santos, antiga moradora do Morro do Avião, se mudou há seis dias com seus cinco filhos para o novo bairro. Assim como as mais de 400 famílias, ela agora refaz seus costumes e sua vida com uma estrutura de saneamento melhor.

Durante a visita, o pai de família Ronivaldo da Cruz tirava o capim da frente de sua casa. Ele morou no Morro do Avião por 12 anos e seus recursos eram suficientes apenas para suprir as necessidades de alimentação e vestimenta de sua família. Assim com Ronivaldo, Vanessa Cristina Santos, 23 anos, também faz planos para a nova casa. "A gente depois vai colocar o piso. Aqui está muito melhor. À tarde a frieza do morro fazia minha filha ficar com alergia e o nariz entupido, agora ela está gostando para andar de bicicleta", conta Vanessa.

Além da rotina doméstica, alguns moradores já se mobilizaram para incrementar sua renda. A dona de casa Mônica Teodósio Santana montou uma pequena venda em sua casa e atende às necessidades imediatas dos outros moradores. "Morei durante cinco anos no morro. Era um esgoto a céu aberto, tinha barata, rato e até tive princípio de pneumonia por causa das condições de lá", conta Mônica, que há cinco anos saiu da casa de sua mãe e, por necessidade, foi morar em um barraco no morro.

De acordo com a assistente social que coordena equipe de trabalho da Fundat, Bárbara Ferreira, a transferência foi tranquila. "As famílias foram trazidas por caminhões, acompanhadas por uma assistente, preencheram uma ficha e foram encaminhadas para a casa sorteada antes", conta Bárbara. A equipe acompanha há três anos as famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc).