Vacina antirrábica não apresenta risco

Saúde
09/09/2010 10h46
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Todos os anos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), seguindo orientações do Ministério da Saúde (MS), realiza a campanha de vacinação antirrábica. Em algumas cidades do país, a imunização de cães e gatos contra a raiva já ocorreu, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro. Em Aracaju, a campanha está prevista para acontecer no final deste mês. De 20 a 23, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vão vacinar os animais de casa em casa na Zona de Expansão. Nos dias 24 e 25 a imunização acontece nos 100 postos fixos que serão montados em vários bairros da cidade.

Ao contrário do que vem sendo divulgado em alguns veículos de comunicação e mídias sociais, as doses não oferecem risco aos animais e não há motivo para preocupações. Até o dia 20 de agosto, conforme nota técnica divulgada pelo MS, foi registrada a ocorrência de nove eventos graves (sendo oito óbitos) num universo de 309.031 animais vacinados, o que corresponde a uma taxa de 0,0029%. Os casos de reação aconteceram na região metropolitana do Rio de Janeiro e nas cidades de São Paulo e Guarulhos (SP). Em outros seis estados que receberam o mesmo lote da vacina não houve relatos de eventos graves.

A taxa de reação (0,0029%) está abaixo da esperada, que é de 0,01%. Além disso, as ocorrências podem estar associadas a respostas individuais de cada animal à vacina (doenças concomitantes, hipersensibilidade aos componentes, idade, etc.). Por esse motivo, o Ministério da Saúde manteve a campanha nacional de vacinação antirrábica e continua orientando os donos a vacinar seus animais. A dose distribuída nacionalmente é de um tipo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e utilizado em vários países. Ainda segundo o MS, o laboratório que produz a vacina tem registro e licença no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Pesquisa

Mesmo assim, a SMS pretende realizar pesquisas para verificar o grau de imunidade dos cães e gatos em Aracaju. "A pesquisa pretende colher amostras sanguíneas de cerca de mil cães e gatos. Com isso, verificaremos os eventuais riscos que esses animais podem correr ao serem vacinados", diz a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses da SMS, Iara Couto, reforçando que na capital sergipana a vacinação não será cancelada, conforme orientação do MS.

De acordo com Iara, é comum haver alguns tipos de reações adversas após a vacinação. "Toda vacinação pode provocar uma reação. Isso acontece porque a vacina nada mais é do que o vírus enfraquecido. Assim, o corpo recebe uma carga viral para produzir a defesa contra aquele vírus, que antes de ser destruído pode causar algumas reações", afirma.