Alunos do Arqui abraçam campanha contra o tabagismo

Saúde
14/09/2010 18h26
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De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) existem atualmente no Brasil 25 milhões de fumantes com idade igual ou superior a 15 anos. A pesquisa revela ainda que a geração de brasileiros nascida a partir da década de 1980 começa a fumar, em média, a partir dos 17 anos. Foi justamente para evitar que as crianças e adolescentes de hoje venham a se transformar no fumante de amanhã que equipes da campanha 'Respire Qualidade de Vida: Aracaju sem Cigarros' começou a visitar escolas da capital.

Técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) acompanhados do grupo de teatro 'A arte de prevenir' visitaram nesta terça, 14, o Colégio Arquidiocesano, localizado no Centro. Alunos do 8º e 9º ano assistiram a uma palestra educativa e esquetes teatrais. Apesar da pouca idade, mostraram ser cidadãos conscientes dos riscos do fumo.

A pequena Gislaine Schramm, do 8º ano, sentou na primeira fila e acompanhou atentamente as apresentações. "Eu gostei muito da ideia porque tem muita gente precisando ter consciência da realidade do cigarro. Eu tenho uma tia que fumava, mas agora ela não fuma mais. O tempo de vida da pessoa que deixa o cigarro pode se estender e é melhor para a saúde até para as pessoas ao redor", declarou a estudante.

A coordenadora do 8º e 9º ano se disse contente com a parceria entre o poder público e a escola. "É muito interessante o trabalho da equipe de saúde, que está promovendo esse elo com os estudantes porque não adianta aplicar os recursos apenas na cura das doenças, é preciso trabalhar na prevenção. Como nossos alunos são os adultos do futuro, é muito importante trabalhar agora, na raiz do problema" afirmou.

Satisfação

A coordenadora da Vigilância Sanitária Municipal, Ana Angélica Ribeiro, ficou satisfeita com o primeiro contato da nova campanha com os estudantes. "Foi bastante interessante a forma com que aos alunos nos receberam e a ideia de passar informações com essa abordagem educativa, com teatro, foi bastante interessante", disse.

Ana Angélica reafirmou que a maior preocupação do Ministério da Saúde é justamente com a população jovem. "O cigarro é a segunda droga mais usada por adolescentes, então é importante nossa presença na escola realizando esse trabalho de conscientização. Sem falar que eles são multiplicadores da informação porque eles levam isso para casa, passam o conhecimento para os pais, para os familiares, e pedem que eles respeitem os ambientes coletivos", declarou.

Recepção

A assessora de comunicação da escola, Lílian Rocha, recebeu a equipe da campanha com alegria. "Quando eu era adolescente a cultura era completamente diferente. Todo mundo fumava. Aqui mesmo no Arquidiocesano os alunos e professores fumavam dentro da sala de aula. Hoje o fumo se tornou algo marginalizado e é muito importante que os meninos não embarquem nessa", afirmou Lílian, explicando que antes não havia esse esclarecimento e que perdeu um irmão com câncer na laringe por causa do cigarro.

A campanha continuou mesmo fora da sala de aula. As equipes da SMS fizeram abordagens educativas com os pais dos alunos entregando panfletos e adesivando veículos. André Curvelo foi buscar o filho na escola e teve uma agradável surpresa com a abordagem. Ele, que nunca fumou, elogiou a ação. "É um privilégio para a nossa gente viver na capital com menor número de fumantes do Brasil. Acho muito importante essas campanhas porque hoje em dia as crianças estão começando no vicio muito novas e o bom é evitar desde cedo para que elas não sejam os fumantes do futuro", declarou.

Denúncias

Caso presencie alguém fumando em local proibido, o cidadão deve chamar a atenção do proprietário do estabelecimento. Na falta dele, a abordagem deve ser feita ao garçom ou outro representante. "Todos os estabelecimentos de Aracaju já foram notificados da existência da lei, então sabem que é proibido fumar em ambientes coletivos. Caso descumpram a lei eles estão passivos a penalidades", alerta Ana Angélica. Caso queira denunciar um estabelecimento que esteja descumprindo a lei, basta entrar em contato com a Vigilância Sanitária Municipal através do telefone 2106-9766, ou ligar para a Ouvidoria da Saúde no número 156.