Foi realizado nesta sexta-feira, 28, na Unidade de Saúde da Família (USF) Celso Daniel, localizada no bairro Santa Maria, o segundo mutirão de tratamento da esquistossomose, doença que, em casos mais graves, pode levar à morte. O atendimento começou às 8h e até o final da manhã foram atendidas cerca de 150 pessoas. A iniciativa foi da Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
O CCZ é responsável pela identificação da doença através da realização de exames de fezes. Logo após a análise, os testes positivos são encaminhados para a unidade de saúde e os pacientes são divididos em grupos. Para aqueles que têm algum outro problema de saúde, como cirrose ou hepatite, é necessária uma consulta médica de avaliação antes do início do tratamento.
O tratamento é feito a base do medicamento ‘Praziquantel', receitado de acordo com o peso da pessoa. A medicação é eficiente e tem efeito rápido, combatendo imediatamente a doença. No entanto, a cura da esquistossomose vai além. "Não adianta a pessoa tomar o remédio se não houver o cuidado adequado com a higiene do local onde vive", declara José Magno Alves, enfermeiro da USF Celso Daniel.
De acordo com José Magno, a época de chuva é mais propícia à proliferação da verme causadora da doença. "É nessa época que as larvas que estavam no solo vão para os rios e lagos e se alojam no caramujo para se desenvolver", explica. Se não houver o cuidado necessário, as pessoas que tomam banhos nos rios contaminados voltam a ter a doença.
Orientação
Além do saneamento, deve ser feita uma intervenção na comunidade para que haja um esclarecimento do que é a esquistossomose e como se adquire. Na maioria das vezes, a pessoa não tem idéia que está com o esquistossomo. "Eu nem imaginava que eu estava com essa doença. Só soube quando os agentes de saúde passaram na minha casa e fizeram o exame", afirma a diarista Celina dos Santos, 52 anos. Ela sentia ânsia de vômito e sensação de estômago cheio, mas imaginava que poderia ser outra doença.
Em se tratando de verminose, José Magno afirma que não é necessário um retorno ao médico, pois o remédio resolve. "Quando o paciente não tem nenhuma complicação além da esquistossomose, o remédio é de alta eficácia, por isso não é necessário o retorno. Porém, quando ele está no grupo de risco, como crianças, idosos e pessoas que possuam outras complicações, é necessário que retornem para uma reavaliação médica", esclarece ele.