Revelar as diferenças do homem sertanejo e estreitar as relações entre os estados de Alagoas e Sergipe. É o que propõe o livro 'Rio São Francisco: um ninho de culturas', dos professores alagoanos Douglas Apratto Tenório e Carmen Lúcia Dantas, lançado nesta sexta, 28, no Café do Palácio Museu Olympio Campos, em Aracaju. Presente ao evento, o prefeito Edvaldo Nogueira destacou a intelectualidade do conterrâneo Douglas e a importância da sua obra a para o resgate da cultura ribeirinha e integração das comunidades.
"Douglas é um grande professor e um dos mais respeitados intelectuais de Alagoas. Tenho muito admiração por seus livros e agora vou me debruçar sobre este que distingue o homem sertanejo com sua cultura própria e diferenciada. Pois, o homem da cana é diferente do homem ribeirinho. Esse é um momento de integração entre comunidades que possuem uma origem em comum", afirmou o prefeito. Juntamente com o livro sobre o rio São Francisco, Edvaldo recebeu a publicação 'Alagoas', de Pierre Verger.
Textos e fotos contidas no livro sobre o São Francisco desvendam a diversidade de paisagens e costumes ribeirinhos, possibilitando ao leitor se encantar com as imagens e perceber a riqueza cultural e as transformações da região. "É com muito prazer que hoje estamos aqui nos confraternizando, celebrando o nosso pertencimento. Alagoas e Sergipe, estados que se integram por possuírem uma mesma origem", disse Douglas.
Ainda em seu discurso, o professor ressaltou a convivência harmônica e a troca de experiências entre os dois estados banhados pelo Velho Chico, como é carinhosamente chamado o rio dos sertanejos. "Sergipanos comandam a economia de Alagoas, e alagoanos marcam presença neste Estado, a exemplo do prefeito Edvaldo Nogueira, natural de Pão de Açucar. Temos uma cultura em comum, e é ideal que haja essa interação, essa ligação, pois o rio São Francisco é um verdadeiro elo dessas comunidades", ressaltou.
Com mesmo pensamento de aproximação entre os estados, o prefeito Edvaldo Nogueira falou sobre um futuro projeto. "O Rio São Francisco é berço de uma civilização. E apesar de separar os estados de Alagoas e Sergipe, nos une pela origem. Proponho, inclusive, que futuramente estudemos a possibilidade de uma publicação contando a história em comum dessas localidades", disse.
Livro
No livro, o historiador Douglas Apratto discorre a respeito das transformações sociais e econômicas vividas às margens do São Francisco desde a sua descoberta pelo navegador florentino Américo Vespúcio e seu desbravamento no século XVI. Já a museóloga Carmen Lúcia versa sobre o povoamento da região do Baixo São Francisco, sua arquitetura, patrimônio histórico, arte, artesanato, religião e imaginário popular.
Chancelado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas, o livro destaca cidades como Delmiro Gouveia, Olho d'Água do Casado, Piranhas, Pão de Açúcar, Belo Monte, Traipú, Soa Brás, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Penedo e Piaçabuçu, que compõem este trecho alagoano do São Francisco.
Presenças
Também marcaram presença no lançamento do livro 'Rio São Francisco, um ninho de cultura' o presidente da Somese, Petrônio Andrade; o vereador Evando Franaca; o historiador Luiz Antônio Barreto; o presidente da Associação Alagoana de Imprensa, Laurentino Veiga; o presidente da Academia Sergipana de Letras, Anderson Nascimento; e o pesquisador Jorge Carvalho, entre outras personalidades do meio cultural de Sergipe.