Professores e coordenadores escolares da rede municipal de ensino participaram na manhã desta segunda-feira, 16, no auditório do Centro de Aperfeiçoamento em Recursos Humanos (Cemarh), no bairro Siqueira Campos, de mais uma ação do programa de formação continuada ‘Horas de Estudo'. Na ocasião, os educadores foram instigados a refletir sobre o reconhecimento das diferenças nas escolas e a importância da qualificação profissional.
Por meio da palestra ‘Currículo e Diversidade', ministrada pelo presidente da Associação Brasileira de Leitura, Antônio Carlos Amorim, doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os profissionais da educação foram sensibilizados a cerca do enfrentamento do preconceito na escola.
"A escola pública é para todos, portanto, é preciso garantir a diversidade em seus espaços. Assim como a Constituição Federal atenta para a oferta de uma educação gratuita e qualitativa, o respeito às diferenças deve ser cultivado pelos membros das comunidades escolares", ressaltou o professor Amorim, propondo uma maior discussão sobre a importância do currículo e sobre as estratégias utilizadas para a resolução de conflitos.
De acordo com o diretor do departamento de Educação Básica da Semed, Evilson Nunes, a escola precisa repensar suas ações e o professor é um agente importante na promoção de mudanças. "A discussão da diversidade no programa de formação continuada foi pensada para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, uma vez que a forma como a escola vai aplicar a temática do corpo e das diferenças pode acentuar ou reduzir inúmeros problemas para a sociedade, a exemplo da violência e do preconceito", considerou.
Resolução
Para a professora de ciências Claudete Martins, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Anísio Teixeira, localizada no bairro Atalaia, a diversidade sempre esteve presente nas escolas. "Para estimular o respeito é preciso aplicar a educação com valores para os alunos, ou seja, ensiná-los a valorizar as diferenças. Ao presenciar conflitos sobre a sexualidade, em especial a homossexualidade, o professor tem o dever de convidar os alunos para uma reflexão", explicou.
A professora Neilza Maia, que integra a coordenadoria de Educação Especial da Semed, afirmou que a escola não pode deixar de lado o seu papel de socialização. "Temos o dever de educar os meninos e meninas para conviver em sociedade com respeito e harmonia. Se antes havia algum tipo de separação, hoje não cabe mais na educação. Todos têm direito a ela. Espero que cada vez mais os professores se envolvam com a questão e que políticas de inclusão sejam efetivadas", desejou a professora.
Formação continuada
Durante a semana, o programa de formação continuada da rede municipal de ensino ‘Horas de Estudo' também favorecerá a realização de oficinas organizadas por grupos de professores cujo foco é ‘gênero e sexualidade'. As oficinas serão realizadas no Cemarh nesta terça, 17, e quarta-feira, 18, nos turnos da tarde e noite, bem como na quinta-feira, 19, à noite.
Em junho, as oficinas terão como tema a ‘diversidade étnica'. Na oportunidade, professores da rede municipal de ensino, representantes do Núcleo de Pós-Gradução em Educação da Universidade Federal de Sergipe e da Secretaria de Estado da Educação também participarão de palestra.
Horas de Estudo
O 'Horas de Estudo' é desenvolvido pela Secretaria Municipal da Educação (Semed) e funciona como o principal recurso de formação continuada da rede municipal de ensino de Aracaju. Através do programa são realizados encontros, palestras e capacitações que estimulam seus participantes a buscar mais conhecimento e aplicá-lo de forma contextualizada nos espaços escolares.