Mesmo com a redução da incidência da dengue na capital, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) segue com ações de eliminação dos focos do Aedes aegypti. Na manhã dessa quarta-feira, 20, foi a vez do bairro Luzia receber a visita da equipe de combate à dengue da Vigilância Epidemiológica do Município.
De acordo com o supervisor do bairro, Glaubert Carvalho, as atividades ocorrem com o objetivo de vistoriar cerca de 250 residências. Para isso, atuam no bairro cinco agentes de endemias que devem visitar casas em busca de criadouros de larvas do mosquito, além de 11 agentes de limpeza da Empresa Municipal de Serviços Urbanos que trabalham recolhendo o lixo e entulho de terrenos baldios e casas abandonadas.
"Os moradores do bairro Luzia tem colaborado bastante adotando medidas de prevenção à dengue. Mesmo assim, hoje reforçamos alguns cuidados como: limpar pelo menos duas vezes por semana as lavanderias e depósitos de água, não acumular recipientes no quintal, limpar ralos e córregos adicionando água sanitária ou sal e não jogar lixo em locais abandonados", diz o supervisor do bairro.
Índice Satisfatório
De acordo com os dados do 4º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em julho de 2011, o bairro Luzia é classificado com uma área de baixo risco. A secretaria de Saúde conseguiu, graças à atuação do Programa Municipal de Controle da Dengue, baixar o índice de infestação predial de 1,9% (estado de alerta) para 0,4 % (índice satisfatório).
Sergio de Sá, supervisor geral da 2º região, destaca que, mesmo com a nova conquista, o alerta continua. "A dengue deve ser combatida por todos e a força-tarefa continua atenta para eliminar novos criadouros do mosquito. Destacamos que um único foco de infestação pode prejudicar muitas pessoas, por isso toda sociedade deve adotar cuidados de prevenção", informa o supervisor.
Moradores conscientes
Quem mora no bairro Luzia aprova a atuação dos agentes de endemias. Aline Dias conta que fica feliz quando a força-tarefa visita o bairro. "O trabalho deles tem sido ótimo. Os agentes sempre têm o cuidado de vistoriar também as casas abandonadas, construções e terrenos baldios. Eu fico grata por essa atenção, pois tenho um filho pequeno de apenas 3 anos e sei o grande perigo que a dengue representa", explica Aline.