Solucionar a questão do destino de resíduos domiciliares, comerciais e de saúde nos municípios, reduzir o impacto do lixo no Meio Ambiente e garantir o desenvolvimento da nova política dos resíduos sólidos regulamentada em 23 de dezembro de 2010 pelo Governo Federal. Esses são os objetivos da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) que, desde 2007, realiza estudos para a elaboração do projeto de construção de um aterro sanitário, de forma consorciada, com os municípios de Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão.
De amplo interesse da sociedade, o tema foi abordado pelo prefeito Edvaldo Nogueira nesta segunda, 15, durante o encontro do Rotary Clube Aracaju no hotel Mercure, na Orla de Atalaia. Na oportunidade, os rotarianos presentes puderam conferir a apresentação do projeto de implantação do Aterro Sanitário Metropolitano e tirar dúvidas sobre a elaboração dos estudos técnicos, a escolha da área e o processo de destinação dos resíduos sólidos.
"Há três anos que trabalhamos no processo de implantação do aterro sanitário em Aracaju. Foi pensando nisso, que em 2009, formalizamos o Consórcio Metropolitano Integrado com os prefeitos de Socorro e São Cristóvão, Fábio Henrique e Alex Silva. Pesquisamos diversas áreas para a viabilização desse projeto. Somente em Aracaju, 20 áreas foram estudadas, mas infelizmente não temos solo para o aterro sanitário. Aliás, essa é o maior desafio da instalação do aterro sanitário, pois os recursos são viáveis, seja através de financiamento BNDS ou de recursos do Governo Federal", explicou o prefeito Edvaldo Nogueira.
Segundo o prefeito, a obra de implantação do Aterro Sanitário Metropolitano está orçada em R$ 18 milhões, cujo custeio deverá ser dividido entre os municípios de forma proporcional ao resíduo gerado. "A prefeitura já gastou mais de R$ 789 mil em estudos e consultorias para a elaboração do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) do aterro, que conta com um plano de recuperação da área degradada, capacitação de técnicos, consultoria para seleção da área, entre outras ações, porque tem o interesse maior de fazer o aterro sanitário. Os gastos serão rateados de acordo com o resíduo gerado. Dessa forma Aracaju se responsabilizará por 71,59%, Socorro por 22,66% e São Cristovão por R$ 5,74%, valendo destacar que a receita será maior para Socorro tendo em vista que o terreno é no sue município", afirmou Edvaldo.
Solo
Ao defender a instalação do aterro sanitário no terreno da Palestina, o prefeito Edvaldo Nogueira ressaltou o estudo realizado pela empresa de consultoria em meio ambiente e geologia Terra Viva que ratifica a viabilização do aterro sem a contaminação do solo. "Além da impermeabilidade do solo, que é do tipo calumbi, não há a passagem de lençóis freáticos importantes por ele. E mais, o terreno está localizado a 800 metros da margem do rio Poxim e 13km do aeroporto Santa Maria", explicou.
Ainda destacando os principais pontos que levaram a escolha do terreno da Palestina, o prefeito Edvaldo destacou a proximidade do aterro da capital sergipana. "Quanto mais distante, mais caro e inviável fica a implantação do aterro. Por conta disso, acreditamos ser o terreno da Palestina o lugar ideal para o aterro. Os gastos são onerosos, e quanto mais distante do centro gerador, mais caro. Assim acreditamos, ter o terreno 100% das condições de implantação", declarou.
Sobre impasse da não liberação pela Administração Estadual do Meio Ambiental (Adema), o prefeito Edvaldo garantiu que a prefeitura já recorreu com o intuito de reverter a situação. "Foram feitos diversos estudos que demonstram a qualidade e a sua impermeabilidade. O Conselho de Bacias foi favorável ao projeto, todos os questionamentos da Adema foram respondidos. Temos tudo documentado, cuja cópia está disponível a quem tiver interesse. Não sabemos o porquê do impasse, mas continuaremos a lutar pela implantação desse projeto que visa melhorar ainda mais a qualidade de vida do cidadão aracajuano", disse o prefeito.
implantação
Questionado sobre a possibilidade da iniciativa privada desejar fazer a implantação do aterro sanitário, o prefeito Edvaldo afirmou aprovar a ação, tendo em vista que o seu objetivo é construir um aterro sanitário para receber os resíduos domiciliares, comerciais e de saúde (devidamente tratados) de Aracaju. "Não me importa quem irá implantar. A questão do lixo é antiga em Aracaju e precisamos resolver. Seja a iniciativa privada, seja o governo estadual ou federal, o importante é fazer. Quem desejar, pode ficar à vontade", declarou.
De acordo com o presidente to Rotary Clube, Luis Eduardo Magalhães, o encontro dos rotarianos com o prefeito Edvaldo Nogueira possibilitou que todos ficassem a para da atual discussão que tem como finalidade maior a qualidade de vida da população. "É o assunto do momento e nós, como representantes da comunidade, precisamos estar por dentro do tema para contribuir com a discussão e ter conhecimento das ações que estão efetuadas para a viabilização de projetos que visam o crescimento sustentável da nossa cidade", afirmou Luiz Eduardo.