Grupo de Mulheres do SUS visita o Oceanário

Saúde
26/10/2011 09h08
Início > Notícias > Grupo de Mulheres do SUS visita o Oceanário

O grupo de mulheres da Unidade de Saúde da Família (USF) Francisco Fonseca visitou nesta terça, dia 25, o Oceanário da Orla da Atalaia. As usuárias fazem parte do grupo de convivência da referência em saúde mental da unidade. Também participaram do passeio usuárias do Grupo de Mulheres Viver Melhor, que desenvolve terapia com artesanato.

"Este ano, a novidade da nossa gestão foi a inauguração da Escola Municipal de Redutores de Danos e a contratação de 12 agentes de redutores de danos. Após uma capacitação intensiva, os RDs já estão atuando. Eles levam informações de prevenção e oferecem os cuidados dos serviços de saúde, em especial a grupos em situação de vulnerabilidade também para o crack", informa Silvio Santos.

mulheres da Unidade de Saúde da Família (USF) Francisco Fonseca visitou nesta terça, dia 25, o Oceanário da Orla da Atalaia. As usuárias fazem parte do grupo de convivência da referência em saúde mental da unidade. Também participaram do passeio usuárias do Grupo de Mulheres Viver Melhor, que desenvolve terapia com artesanato.

O passeio foi organizado pela psicóloga Regina Célia, com apoio da assistente social, Karina Alves. "Depressão e ansiedade são fenômenos crescentes em nossa sociedade. E o nosso grupo lida com essas situações de vulnerabilidade social, de forma operativa, para minimizarmos situações conflituosas entre as pessoas pertencentes ao grupo", explica.

A psicóloga diz que o grupo é estimulado a realizar atividades de dinâmica, vivências e atividades de lazer. "Um passeio como este também ajuda a fortalecer o vínculo de amizade entre o próprio grupo", explica.

A dona de casa Jane Lopes, 51, tem três filhos e está no grupo há três anos. Ela conta que antes tinha depressão e muita ansiedade. "Eu estou bem melhor da depressão. Também tinha muita dificuldade em me relacionar e esse grupo me ajudou a melhorar a minha convivência com as pessoas", afirma Jane.

A representante comercial, Laura Lima, 34 anos, com dois filhos, fala da importância do grupo. "Eu sempre tive muita paciência para ouvir e me dedicar às pessoas. E este grupo de convivência é uma forma legal de ajudar as pessoas. Aqui a gente conhece pessoas novas e uma ajuda à outra", diz Laura Lima.

A assistente social Karina Alves conta que uma das atividades do grupo, que ela coordena, é o artesanato. "As atividades terapêuticas e passeios desenvolvidos em grupos como estes ajudam a promover autoestima. Pessoas que não conseguem fazer atividades sozinhas, em grupo externam seus sentimentos e compartilham suas dificuldades", afirma Karina Alves.

Referência 

Além da USF Francisco Fonseca, para dar suporte à Rede de Atenção Primária, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) instituiu referência em Saúde Mental em seis Unidades: USF Anália Pina, USF Dona Sinhazinha, USF Santa Terezinha e USF Edézio Vieira de Melo e USF Oswaldo de Souza, uma referência exclusiva para o público infanto-juvenil.

A coordenadora da REAP, Karina Cunha, explica que o papel das referências é dar suporte às unidades básicas, para casos moderados de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, fobia e pânicos. "Em cada uma das seis referências, a SMS disponibiliza um médico psiquiatra e dois psicólogos. Eles fazem o acolhimento individual e em grupo e realizam oficinas terapêuticas de acordo com a demanda de cada unidade", explica a coordenadora.

Estrutura 

O secretário Municipal de Saúde, Silvio Santos, destaca que a Rede de Saúde Mental implementada em Aracaju continua sendo referência nacional. Atualmente, a Rede de Atenção Psicossocial é composta por seis Centro de Atenção Psicossocial(CAPS): CAPS Arthur Bispo, CAPS AD Primavera, para cuidados com usuários de álcool e outras drogas e o CAPS I (Infantil) e os CAPS III, que disponibiliza atendimento 24horas (CAPS Liberdade, CAPS David Capistrano, e CAPS Jael Patrício).

"Este ano, a novidade da nossa gestão foi a inauguração da Escola Municipal de Redutores de Danos e a contratação de 12 agentes de redutores de danos. Após uma capacitação intensiva, os RDs já estão atuando. Eles levam informações de prevenção e oferecem os cuidados dos serviços de saúde, em especial a grupos em situação de vulnerabilidade também para o crack", informa Silvio Santos.