Nesta sexta-feira, 18, 120 alunos das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) Jornalista Orlando Dantas e Anísio Teixeira, localizadas nos bairros Olaria e Atalaia, participaram da '5ª Caminhada de Estudantil pela Consciência Negra'. O evento, promovido pela Coordenadoria Municipal Promoção à Igualdade Racial em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), teve como objetivo principal o combate ao racismo e à intolerância religiosa.
Em alusão ao 'Dia da Consciência Negra' (20 de novembro), a caminhada estudantil partiu da praça da Bandeira e seguiu até a Praça Fausto Cardoso, onde foram ofertadas atividades de música, artes plásticas, dança, poesia, artesanato e cidadania. "A intenção é conscientizar os jovens sobre a importância dos valores da cultura negra, pois, juntos, eles podem mostrar que podem lutar bravamente contra toda e qualquer idéia de natureza preconceituosa. As discussões sobre a temática podem e merecem ser estendidas para uma reflexão junto a todos os segmentos da sociedade", comentou uma das integrantes da Coordenadoria Municipal Promoção à Igualdade Racial, Cleonice Gonçalves.
Satisfação
Para a aluna do 9º ano da Emef Jornalista Orlando Dantas, Aiara Lima, o evento proporciona a chance de mostrar para a sociedade a importância do tema. "A mensagem que estamos levando faz com que as pessoas entendam que o preconceito, seja ele de cor, religião, idade ou sexo, não traz benefícios para ninguém. Ações como estas podem e devem ser repetidas ao longo do ano", destacou a aluna.
Já Edielen Santos, aluna do 8º ano da Emef Anísio Teixeira, ressalta que todas as pessoas devem apoiar os eventos de combate ao racismo. "Os negros fazem parte da nossa história e foram fundamentais no desenvolvimento do nosso país. Não faz sentido discriminá-los e ter atitudes de preconceito", contou.
A professora de geografia da Emef Jornalista Orlando Dantas, Joelma Diniz, comenta que a equipe pedagógica da escola dá suporte ao tema através de trabalhos desenvolvidos em sala de aula. "É importante conscientizar os alunos para as questões de responsabilidade social. Temos que quebrar o preconceito, pois o país tem uma longa história de mistura étnica e religiosa com a cultura afrodescendente" disse a professora.