Edvaldo abre 1º Seminário sobre Mobilidade Urbana

Agência Aracaju de Notícias
03/02/2012 07h30
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Representantes de associações de moradores, lideranças comunitárias, estudantes, intelectuais, jornalistas, políticos, entre outros setores representantes da sociedade se reuniram na noite desta quinta-feira, 2, no Centro de Convenções de Sergipe, para participar da primeira rodada de debates sobre o Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Aracaju (PDMU). O evento marca o início dos trabalhos para a construção da primeira fase do plano, que busca encontrar soluções para o transporte coletivo e elaborar a licitação do transporte público na capital.

Durante sua fala, o prefeito Edvaldo Nogueira disse que o dia 2 de fevereiro de 2012 entra para a história da cidade de Aracaju. "Na parte da manhã, anunciamos uma serie de medidas e mostramos o modelo que iremos adotar para enfrentar a questão da mobilidade urbana em Aracaju. Agora estamos aqui reunidos com vocês para que, juntos, possamos encontrar respostas e soluções para essa questão", pontuou.

Ele explicou que a mobilidade é um dos temas que mais afeta a população em todo o Brasil e no exterior. "Com o crescimento e o desenvolvimento das cidades, as pessoas precisaram se movimentar mais rapidamente e a solução encontrada pela humanidade foi a do veículo individual. Infelizmente, a quantidade de automóveis que vai para as ruas a cada ano é maior que a quantidade de avenidas, ruas, viadutos que se possa construir. Mesmo que pudéssemos fazer essas obras, elas não resolveriam o problema".

Edvaldo afirmou que, atualmente, a capital sergipana sofre pela ausência de políticas públicas do passado. "Nos últimos cinco anos foram licenciados mais de 100 veículos novos em Aracaju. A mobilidade urbana é nosso maior desafio e hoje estamos dando um importante passo que vai permitir que nossa cidade possa encarar problemas atuais e que também seja preparada para o futuro".

O chefe do Executivo Municipal informou aos presentes que após encontrar as soluções para o transporte coletivo e depois da publicação, no Diário Oficial, do edital de licitação do transporte público, a Prefeitura reabre os debates para discutir com a sociedade a situação dos pedestres, vias, congestionamento, planejamento urbano, obras, ciclovias e todos os outros temas ligados á mobilidade.

O prefeito Edvaldo Nogueira pontuou, ainda, a importância do cidadão para a construção do PDMU. "Contratamos por licitação uma empresa especializada que já apresentou, com sucesso, soluções para várias cidades do país. Vamos unir os especialistas, a ciência, com o amor do cidadão por Aracaju para darmos, juntos, passos adiante e encontrarmos respostas eficientes e eficazes para a mobilidade urbana do nosso município", destacou.

Primeiras ações

O Superintendente Municipal de Transporte e Trânsito, Antonio Samarone, explica que o seminário é um primeiro contato direto com a sociedade para encontra uma resposta à seguinte questão: 'que mobilidade que nós queremos para Aracaju?'. "Precisamos saber onde queremos viver, o plano vai privilegiar o que, como conviveremos com as motos, bicicletas, qual a importância que vamos dar ao transporte coletivo, como utilizaremos as calçadas? Temos hoje a oportunidade de discutir qualidade de vida, discutir cidadania", disse o superintendente.

Samarone explicou que Aracaju dá o primeiro passo para se colocar em pé de igualdade com as cidades mais modernas do país." Começamos a enfrentar um problema que afeta a qualidade de vida e incomoda, que é o problema da mobilidade. Isso há dez, 20 anos atrás não estava em pauta. Hoje queremos saber de  vocês que mobilidade queremos construir para Aracaju. Como queremos nosso transporte coletivo? O que os idosos e pessoas com deficiência querem, o que eles pensam sobre mobilidade? O que a juventude pensa? Vamos ouvir todos e esta é uma oportunidade ímpar de construir o PMDU coletivamente. Se o plano que for construído, não for o que a população pensa, não vai funcionar", disse.

Samarone finalizou destacando que muitas pessoas reclamam da falta de fluidez, dos congestionamentos, da falta de locais para que as pessoas estacionem seus veículos, mas ele garante que esses não são os grandes problemas do trânsito. "Os maiores problema do transito são as milhares de pessoas que estão morrendo atropeladas, é a nossa juventude que está sendo mutilada diariamente. Em uma das alas do hospital de Urgência de Sergipe, 90% das internações é de vítimas de transito", pontuou Samarone, destacando que, a partir de agora, com a participação do povo de Aracaju, serão encontradas soluções para esses problemas.

Regras

Na primeira noite de discussões sobre o PMDU, os participantes puderam assistir à palestra de Nazareno Stanislau Affonso, diretor do Instituto RUAVIVA é coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade (MTD). Ele defende que para as pessoas saírem do congestionamento, é fundamental que se criem regras para o uso do automóvel.

"Um lugar com grande circulação de ônibus não pode funcionar bem sem as faixas exclusivas, por exemplo. Também temos que pensar nessa proposta de que as pessoas não andam só de ônibus e de carro. Elas andam a pé, de bicicleta, de patins e precisamos dar segurança a essas pessoas, reduzindo drasticamente a violência no trânsito", destacou o urbanista, lembrando que  "de ontem para hoje, cerca de 220 pessoas morreram de acidente de trânsito em nosso país. Todos os dias, de 300 a 600 pessoas ficam deficientes e todos acham normal", disse.

Stanislau frisa alguns dos maiores desafios a serem solucionados no trânsito do Brasil. "A motocicleta, os atropelamentos, os idosos com medo, os jovens perdendo a vida, estamos matando nossa juventude. Precisamos fazer com que as pessoas utilizem transporte público. Para isso, é preciso pensar em políticas de barateamento de tarifas e em oferecer transporte de qualidade para os cidadãos", afirma.

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