Grupos afros homenageiam Iemanjá em Aracaju

Agência Aracaju de Notícias
03/02/2012 10h49
Início > Noticias > 49249

No Brasil, no dia 2 de fevereiro, é comemorado o dia de Iemanjá. Rainha das águas, mãe de todas as cabeças e Ya Ori são alguns dos nomes pelos quais ela é conhecida. Em Aracaju, grupos afro-religiosos se reuniam no bairro Industrial para homenagear o orixá.

Com roupas típicas e carregando flores, os membros do Ilê Axé Oloyá Tassitaô e simpatizantes saíram em cortejo rumo à margem do rio Sergipe. O destino foi a Orlinha do Bairro Industrial, um dos mais importantes pontos turísticos do bairro. Realizado há 4 anos, o cortejo das Águas de Ya Ori é apoiado pela Prefeitura de Aracaju (PMA), por meio da Secretária de Participação Popular (Sempp).

“Iemanjá é a rainha das águas, mãe de todas as cabeças e madrinha dos pescadores. É muito importante para a gente o reconhecimento pelo que fazemos. É nossa cultura”, conta Iyá Mãe Rita. Para o secretário de Participação Popular, Rômulo Rodrigues, eventos como esse são de suma importância para a cultura do povo aracajuano.

“Esse dia é bem comemorado em Aracaju. É mais um segmento da cultura afro que mostra sua cultura para nós. É importante dar apoio para a diversidade, que é uma constante e componente do povo aracajuano. Queremos ressaltar as várias raízes do nosso povo, o que está além do concreto”, conta Rodrigues.

A importância desse apoio é reconhecida pelos membros da comunidade. “Para a gente é de suma importância o apoio recebido da Prefeitura. Hoje estamos realizando o nosso 4º cortejo e desde o início que temos esse apoio. Cada ano que se passa somos mais reconhecidos e o nosso público cresce, não só de irmãos, mas de pessoas que simpatizam”, conta o Babalorixá Pai José.

Reconhecimento

Reconhecendo a importância desses grupos, a Coordenadoria de Igualdade Racial (Copir), da Sempp, vem fazendo um trabalho de aproximação dos grupos afros com o poder público municipal. “A Corpir vem desde 2011 se aproximando dos terreiros e outros grupos afros. Tentamos dar todo apoio que eles precisam e nós podemos dar”, explica o coordenador Florival de Souza Filho.

Para o Pai José, o apoio governamental é importante para o reconhecimento público, mas tão importante quanto isso é o reconhecimento próprio dos membros desse grupo e a união deles. “Eu peço ao irmão afro que se junte a gente. Hoje vivemos uma repressão da nossa cultura, tem gente até querendo fechar nossa casa de candomblé. Precisamos nos unir para termos força”, comenta o Babalorixá.