Carnaval de Todos garante alegria dos foliões em Aracaju

Funcaju
21/02/2012 11h00
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As ruas de Aracaju ficaram pequenas para comportar toda a animação que tomou conta dos foliões nesta terça-feira de carnaval. Milhares de pessoas saíram às ruas para aproveitar mais um dia do ‘Carnaval de Todos’, promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), por meio da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Funcaju). Em cada bairro, a cada esquina, das vielas às grandes avenidas, o importante era não deixar a festa acabar.

Em 2012, a distância não foi problema para quem buscou diversão. A festa não deixou ninguém parado com os mais de 140 blocos de rua que ganharam o apoio da Prefeitura nos quatros cantos da cidade. Cerca de R$ 800 mil foram investidos com bandas, trios, ornamentação e todos os elementos necessários para fazer de Aracaju a capital da folia nesse carnaval.

Centro

Os 50 anos que contam a história do maior bloco de Aracaju fizeram a diferença em mais um dia de folia nas ruas do Centro da cidade. O Rasgadinho arrastou milhares de foliões no cortejo que percorreu os bairros Getúlio Vargas, Cirurgia e Centro, no compasso do trio elétrico, que trouxe a banda Arimatéia para animar a multidão. Também seguindo o percurso, a banda Geração do Frevo não deixou ninguém parado ao som do ritmo que conquistou sergipanos e turistas nesse carnaval.

Após o desfile, foi a vez das crianças aproveitarem a folia na matinê do Rasgadinho. Animados pela cantora sergipana Carla Isabela, e com toda a segurança de um espaço reservado só para elas, os pequenos foliões puderam brincar à vontade e transformaram a avenida Pedro Calazans num verdadeiro baile de fantasias, com direito a espuma, confetes e serpentina.

Sr. Sérgio aproveitou a oportunidade e levou as filhas de 7 e 8 anos para brincar o carnaval. Ele adorou a iniciativa da organização e garantiu que levará as meninas novamente ao evento nos próximos anos. “As crianças não têm muito espaço para brincar durante o carnaval. As praias estão sempre lotadas e os clubes também. Aqui elas podem se divertir a vontade e os pais podem ficar despreocupados. Minhas filhas estão adorando a festa. Com certeza nós estaremos aqui de novo no próximo ano”, disse.

Continuando a folia, os garotos do Lateiros Curupira fizeram o público dançar ao som da batida percussiva do grupo. Em seguida subiu ao palco a banda Rita Frevo, que não deixou ninguém parado com o melhor do ritmo pernambucano. A banda Los Guaranis encerrou a programação do bloco Rasgadinho em 2012.

Getúlio Vargas

Antes de marcar presença no Rasgadinho, o Lateiros Curupira saiu pelas ruas do bairro Getúlio Vargas distribuindo animação para quem acompanhou a passagem do bloco. Formado apenas por adolescentes de 12 a 20 anos, o grupo tem raízes no projeto social ‘Oficina de Percussão’, que atende jovens de baixa renda em comunidades carentes como Japãozinho, Jetimana, Alto da Jaqueira e Cidade Nova.

Panelas, tampas, latas e vasos plásticos se transformam nos instrumentos quem compõem o som do bloco. A ideia da reciclagem está nas fantasias e nas mensagens que grupo passa durante a apresentação, marcada pela batida da marujada, ritmo tradicionalmente sergipano, da cidade de Laranjeiras.

“Dentro do processo de valorização da cultura popular sergipana, o nosso bloco traz para o carnaval a marujada. Aproveitamos a nossa sinfonia percussiva para divulgar os nossos ideais ao som das panelas e latas, utilizando frases curtas sobre reciclagem e outros temas para que as pessoas pudessem memorizar com facilidade”, explicou o coordenador das oficinas e organizador do bloco, o percussionista Tom Toy.

Santo Antônio

Na zona Norte da capital, vários blocos fizeram a festa dos moradores e arrastaram milhares de pessoas pelas ruas do bairro Santo Antônio. A festa da rua São João, por exemplo, começou cedo com o bloco Antônio Meu Santo. O espaço das festas juninas de Aracaju deu lugar à folia do carnaval de rua, que trouxe a Orquestra Cajuína para animar os foliões no primeiro ano de desfile.

Do outro lado do bairro, as tradições africanas tomaram conta da avenida João Ribeiro na batida do bloco Afro Quilombo. A cultura afro-brasileira, seus mitos, lendas e tradições, no Brasil e em Sergipe, refletem a essência do bloco, que há 26 anos arrasta o público pelas ruas da cidade no carnaval. Sob a regência dos santos e axés que compõem as tradições africanas do candomblé, o público brincou durante os quase 2 km de percurso, que terminou na Orla do bairro Industrial.

“Esse é um carnaval bem diversificado, bem liberal, com espaço para todos os ritmos. O bloco Quilombo é sinônimo de aceitação, valorização das nossas raízes e liberdade individual. Esse é o espaço democrático onde todos têm vez. Vamos aproveitar a festa até a Quarta-feira de Cinzas”, garantiu o folião Ladilson Andrade.