Para combater a incidência de cães e humanos infectados com Leishmaniose, doença popularmente conhecida como calazar, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) trabalha orientando a população sergipana sobre a doença e as medidas de prevenção. O CCZ é mantido pela Prefeitura Municipal de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
O coordenador do CCZ, Paulo Tiago dos Santos, explica que a doença é transmitida através do mosquito Flebótomo, também chamado de “mosquito palha”. “O inseto suga o sangue do animal que já está infectado e ao picar humanos e outros cães é feita a transmissão do Calazar”.
De acordo com Paulo Tiago, no caso do homem deve-se prestar atenção a sintomas como emagrecimento, febre, diarréia e crescimento do abdômen. “No cachorro as manifestações vão desde o surgimento de feridas na pele, principalmente em regiões como focinho, ponta de orelha e cauda”, explica.
O diagnóstico do calazar é feito a partir de exame de sangue, tanto no humano, quanto no cão. “Não existe tratamento em caso da confirmação da doença no cão. Neste caso, a única maneira de eliminá-la é sacrificar o animal”. O coordenador do CCZ ainda esclarece que o tratamento para o homem é feito a partir de duas medicações, durante o período de 30 dias.
“O que acontece bastante é que depois do tratamento o paciente acha que já está curado e deixa de fazer o acompanhamento médico e refazer os exames a cada seis meses. Nesse período os protozoários causadores da doença podem ainda estar se reproduzindo na corrente sanguínea, e o infectado volta a ter complicações que podem levá-lo à morte”, acrescenta.
Prevenção
Para prevenir a população, o CCZ promove programas de combate ao Calazar, que vão desde o diagnóstico e a remoção dos cães infectados até colocação de armadilhas para capturar o mosquito transmissor. Atualmente 20 profissionais de saúde trabalham no Programa de Combate ao Calazar.
“Entre todas as medidas adotadas pela nossa equipe, a principal é o trabalho de educação e saúde que é feito por meio de cartilhas e palestras para profissionais de saúde e para a comunidade”, pontua Paulo Tiago.
Os dados sobre a incidência da doença comprovam a eficácia do trabalho do CCZ. Em 2010 foram diagnosticados 34 casos, em 2011, foram 26. Em 2012, até agora foram detectadas 13 ocorrências.
Participação
A população pode colaborar no combate à doença, denunciando ao CCZ, a presença de algum animal com suspeita de Calazar na comunidade, como também manter o ambiente domiciliar com higiene, evitando deixar em exposição lixo, fezes, e qualquer tipo de matéria orgânica que possa atrair o mosquito Flebótomo.
“É importante também que os proprietários dos cães tenham uma posse responsável sobre o animal, que consiste em deixá-lo em condições higiênicas, não abandoná-lo nas ruas quando estiver doente e facilitar a entrega do animal à nossa equipe em caso de suspeito de calazar”, complementa Paulo Tiago.
O Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju está localizado no Centro Administrativo Augusto Franco, na Avenida Carlos Rodrigues da Cruz, 60. A população pode entrar em contato através dos telefones 3179-3528 e 3179-3564.