Entre os dias 10 e 14 de setembro, de segunda a sexta-feira, cerca de 20 agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) atuam em cerca de 750 residências da zona Sul da capital, numa área de 13 quarteirões entre as avenidas Desembargador Maynard e Augusto Franco, e as ruas Florianópolis e Sergipe. As ações visam prevenir e combater o mosquito Flebótomo, transmissor da leishmaniose visceral, doença conhecida como calazar.
Além de notificar proprietários de casas e terrenos baldios abandonados, com possíveis criadouros do mosquito Flebótomo e aplicar inseticida em locais estratégicos, os agentes visitam as casas para recolher amostras de sangue de cães domésticos e investigar possíveis casos de contaminação pelo calazar.
A secretária municipal da Saúde, Stella Maris Moreira destaca que durante as ações educativas, "os agentes do CCZ ainda distribuem panfletos e orientam os moradores. Nossa intenção é que cada cidadão esteja sensibilizado a tomar medidas de prevenção para cuidar do animal de estimação e das áreas propícias à proliferação do mosquito transmissor, como os quintais", afirma.
O supervisor do Programa de Controle da Leishmaniose Visceral, Wilson dos Santos lembra que a melhor forma de evitar o calazar é manter as residências e quintais limpos, já que o mosquito transmissor se reproduz em matéria orgânica e em decomposição.
"Os principais sintomas do calazar no homem são emagrecimento com crescimento do abdômen, febre e diarréia. Nos cães as manifestações da doença incluem feridas na pele, principalmente nas regiões do focinho, ponta da orelha e cauda. Seres humanos infectados são tratados com dois medicamentos por um período de 30 dias", explica Wilson dos Santos.