A Secretária Municipal de Educação (Semed) realizou na manhã da última sexta-feira, 28, o I Seminário de Boas Práticas de Alfabetização. A atividade faz parte do Programa Brasil Alfabetizado e tem como objetivo divulgar os trabalhos desenvolvidos pelos alunos no período do curso de alfabetização.
O evento aconteceu no Centro de Aperfeiçoamento e Recursos Humanos (Cemarh), no bairro Siqueira Campos e contou com a participação de mais de cem pessoas, entre coordenadores, alfabetizadores, alunos e representantes da Secretaria Municipal de Educação.
Dentro da programação foi montada uma exposição pedagógica com todos os trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Cartazes, painéis abordaram diversas temáticas. Os alunos retrataram nos trabalhos vários assuntos, a exemplo da utilização das ervas medicinais, alimentação saudável, municípios sergipanos, alfabetização e letramento, entre outras questões.
“O objetivo é justamente divulgar a produção realizada pelos próprios alunos, com a orientação dos alfabetizadores. È um momento significativo, uma oportunidade de mostrar o que eles apreenderam. È mais uma ação que visa motivar os alunos, demonstrando que eles são capazes de construir a sua própria história”, comenta Izabel Cristina Santos, coordenadora do Programa Brasil Alfabetizado.
Ainda segundo Isabel, o Programa não se limita ao processo de alfabetização e letramento. “É importante destacarmos que o objetivo do Programa não encerra na alfabetização do público-alvo, objetiva a inclusão dessa população no sistema regular de ensino através dos Programas de Educação de Jovens e Adultos”, conclui.
Programa
O Brasil Alfabetizado é desenvolvido em todo o território nacional, com o atendimento prioritário a 1.928 municípios que apresentam taxa de analfabetismo igual ou superior a 25%. Desse total, 90% localizam-se na região Nordeste. Esses municípios recebem apoio técnico na implementação das ações do programa, visando garantir a continuidade dos estudos às pessoas em processo de alfabetização.
Em Aracaju, a iniciativa existe desde 2003 e já alfabetizou cerca de cinco mil pessoas que não tiveram a oportunidade de ingressar no sistema educacional dentro do período ideal. A proposta metodológica do programa segue a linha introduzida pelo pedagogo, Paulo Freire, que tem como objetivo principal desenvolver nos alfabetizandos uma forma cada vez mais crítica de pensar, utilizando a sua história de vida.