Combate ao calazar atua no Santa Maria e Santos Dumont

Saúde
04/12/2012 17h49
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Nesta semana, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) atua em duas frentes de combate a leishmaniose visceral, doença conhecida como Calazar. Até a sexta-feira, 11 agentes de endemias realizam coleta de sangue canino para diagnóstico precoce do calazar no bairro Santos Dumont.

Nesta terça e na quarta-feira, dias 4 e 5, oito agentes atuam no loteamento Jardim Recreio do bairro Santa Maria. Segundo o coordenador do Programa de Controle da Leishmaniose Visceral, Wilson de Oliveira, os agentes aplicam inseticida nas paredes das residências para combater o mosquito Flebótomo, transmissor do calazar.

“Colocamos armadilhas na semana passada e constatamos a presença do mosquito transmissor no Jardim Recreio, no bairro Santa Maria. Agora, estamos realizando esse combate direto nas próprias moradias”, conta Wilson de Oliveira.

O coordenador também explica o funcionamento do inseticida. “Ele é chamado de inseticida residual porque fica nas paredes, e seu efeito dura entre 90 e 120 dias. Como elas são o primeiro lugar onde o mosquito costuma pousar, são grandes as chances de eliminá-lo, pois o inseticida tem ação muito rápida. Mas não tem cheiro e nem atrapalha a rotina das famílias”, afirma Wilson de Oliveira.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Stella Maris Moreira, é preciso redobrar a atenção no combate ao calazar. “Galinheiros, currais ou locais de acúmulo de lixo podem ser criadouros do mosquito Flebótomo, que se desenvolve em matéria orgânica em decomposição. É preciso que todos mantenham residências e quintais limpos. Nas ações, os agentes levam panfletos e dão toda instrução à população”, diz Stella Maris.