A falta de repasse de verbas do Governo do Estado para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está inviabilizando a administração da atual secretária, Goretti Reis. Na manhã desta quarta-feira, 9, Goretti se reuniu com a direção do Hospital Santa Isabel para tratar de uma dívida de novembro passado no valor de R$ 5.366.726,04. Os débitos da SMS com o Santa Isabel, referentes a dezembro, ainda não venceram e podem ser pagos até o dia 17 de janeiro.
Nesta quinta-feira, 10, às 18 horas, na sede da Secretaria Estadual de Saúde, dirigentes do hospital terão uma segunda reunião com Goretti Reis e com a secretária estadual de Saúde, Joélia Silva Santos, para discutir o assunto e chegar a um consenso. Além da direção do Santa Isabel, ainda participam da reunião os gestores dos Hospitais Cirurgia e São José, que só deveriam estar atendendo pacientes do município de Aracaju, mas a demanda é estadual. Com isso, o atendimento é estrangulado e o Estado não reconhece estas dívidas. Nas contas da SMS, o Estado deve exatos R$$ 23.454,094,47, mas só reconhece R$ 12 milhões porque o Ministério da Saúde ainda não autorizou que o hospital da Zona Norte Nestor Piva seja uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).
Também será debatida a situação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o PPI (Programação Pactuada Integrada), um processo instituído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) onde é definido e quantificada as ações de saúde para população residente em cada território.
Na reunião que aconteceu no final da manhã de hoje com a direção do Santa Isabel, a secretária Goretti afirmou que foi um grande desafio assumir a pasta em uma situação difícil e com graves falhas de funcionamento e gerenciamento. “A SMS iniciou o ano já com o passivo e boa parte dos recursos comprometidos devido as dívidas herdadas de governos passados”, destacou.
O coordenador de contratos do Hospital Santa Isabel, Carlos Isidório Colombo, afirmou que abrir caminhos e novas negociações para um efetivo funcionamento da rede municipal é o primeiro passo para atingir mudanças significativas. “Com a resolução dessas arestas financeiras entre SMS e o hospital quem ganha é a população que é o cliente final a ser atendido”, afirmou.