Por orientação do prefeito João Alves Filho, a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Selma Mesquita, está fazendo um minucioso levantamento sobre as casas do bairro 17 de Março e do Residencial Vitória da Resistência (Lamarão), entregues na gestão passada. O objetivo é o de identificar a real situação das unidades habitacionais.
"Temos recebido muitas denúncias de famílias egressas das áreas de risco, que são cadastradas para os programas de moradia popular e que não foram contempladas com a casa própria. Elas afirmam que pessoas que não estão no perfil do programa, ou seja, que não viviam nas áreas de risco e que não atendem ao critério da baixa renda foram beneficiadas com os imóveis. Nós estamos fazendo esse levantamento para verificar se há ou não procedência nestas denúncias", explicou a secretária.
Uma equipe de técnicos está responsável pelo trabalho, iniciado na última segunda-feira, sendo este uma prioridade para Selma Mesquita. "Queremos concluir o levantamento no menor espaço de tempo possível", decretou a secretária, informando que estão sendo analisados os contratos de construção 598, 402 e 256 referentes ao bairro 17 de Março, e o 410 que se refere ao Residencial Vitória da Resistência.
Juntos, todos os contratos somam 1.666 unidades habitacionais que integram o programa de moradia popular. A análise, segundo a secretária, está sendo bastante criteriosa e alcança tanto os contratos de propriedade entregues aos beneficiários, bem como os que não foram entregues. "Também estamos fazendo o cruzamento das relações de contemplados com a casa própria e os beneficiários do auxílio moradia", explicou a secretária. Selma Mesquita acrescentou que existem atualmente 843 unidades habitacionais invadidas.