Saúde de Aracaju atua no 17 de Março para combater o calazar

Saúde
19/02/2013 17h50
Início > Noticias > 53445

De hoje até  sexta-feira, 22, agentes de endemias estão no bairro 17 de Março, na Zona de Expansão, fazendo um levantamento de toda área, já que foi registrado um caso de leishimaniose visceral humana (ou calazar), que teve como vítima um garoto de sete anos de idade, que está em tratamento médico.

O supervisor do Programa de Controle da Leishimaniose Visceral da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Wilson de Oliveira Santos, disse que o objetivo do trabalho é evitar que outras pessoas sejam infectadas com a doença. Segundo Wilson Santos,  seguindo orientação do Ministério da Saúde, a verificação é feita numa área de 500 metros tomando como base a casa da pessoa infectada.

Nessa área, serão coletados sangue dos cachorros para exames e  análise no Centro de Controle de Zoonoses. Os resultados serão a partir de dez dias. A coleta de sangue nos animais pode se estender por todo o bairro, basta que a população procure os agentes de endemias.

Depois do trabalho no 17 de Março, os agentes  de endemias seguem para o bairro 18 do Forte, onde já foi registrado um caso da doença. Em 2012, foram 21 casos, com duas mortes, enquanto que em 2011 foram 27 casos. Segundo Wilson OIiveira,  a incidência desta doença - que acomete principalmente a crianças  - está baixando, devido ao trabalho sistemático da SMS.

A leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi.

Nos centros urbanos a transmissão se torna potencialmente perigosa por causa do grande número de cachorros, que adquirem a infecção e desenvolvem um quadro clínico semelhante ao do homem.

A doença não é contagiosa nem se transmite diretamente de uma pessoa para outra, nem de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de 2 a 4 meses, mas pode variar de dez dias a 24 meses.