Diretoria da Fundat analisa demandas da construção civil

Formação para o Trabalho
11/04/2013 16h19
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Com o objetivo de aprimorar a qualificação profissional disponível no seu portfólio de cursos, a diretoria técnica e operacional da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) realizou uma reunião, nesta quinta-feira, 11, para analisar a demanda das funções e habilidades mais exigidas atualmente no mercado de trabalho da construção civil local. Para isso, a equipe da Fundação contou com a colaboração de empresários do setor que apresentaram sugestões, melhorias e inclusões de novos cursos de capacitação.

A presidente da Fundat, Gláucia Guerra, explica que este contato inicial serve como um canal de comunicação entre as empresas e a equipe da Fundat. "Além de conseguir prestar um atendimento mais eficaz para a demanda solicitado pelos contratantes, a realização desses encontros no garante um retorno do nosso trabalho, a fim de conhecer se o desempenho técnico da formação profissional está condizente com a realidade exigida no mercado de trabalho", diz.

Na oportunidade, ainda foram apresentadas as competências da Agência do Trabalhador e as novas diretrizes curriculares dos cursos oferecidos pela Fundat, com carga horária mínima segundo exigências do Ministério da Educação (MEC) e executado por entidades parceiras do Sistema "S" (Sesi, Senai, Senac e Sest/Senat) através de recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Segundo Gláucia, todas as reformulações curriculares foram empreendidas com o intuito de aprimorar a formação profissional que já era oferecida pela Fundat.

"Muitos dos cursos ofertados já estavam inclusos no portfólio da instituição, o que aconteceu foi um aprimoramento dessas formações ajustando alguns itens essenciais, especialmente a questão da carga horária que não atendia as exigências do MEC. Sem contar que as reformulações também permitem que estes profissionais fiquem mais tempo em sala de aula, reduzindo as deficiências da aprendizagem, desenvolvendo mais vezes as noções práticas e consultando suas dúvidas com os instrutores", explica a presidente.

Propostas

Dentre as principais demandas discutidas, uma das mais urgentes foi a implantação de cursos da construção civil voltados para a capacitação de pessoas com deficiência, além da realização de formações em áreas específicas do setor, como pedreiro de acabamento, guincheiro, eletricista e carpinteiro escadeiro.

Outra questão avaliada na reunião foi a criação de cursos de aperfeiçoamento para profissionais ativos do setor. O objetivo é complementar a formação destes trabalhadores, apresentando conteúdos mais modernos na área em que atuam ou até permitindo que eles se engajem em outros campos de trabalho dentro do serviço da empresa.  

Para o empresário da construtora Empe, Ricardo Santos, a iniciativa do setor público para a oferta de profissionais qualificados ao mercado é bastante proveitosa. Ainda mais no ramo da construção civil, em que há uma grande procura por nova mão de obra. "Há uma constante requisição de profissionais na área da construção civil e iniciativas, como a da Fundat, ajudam os contratantes a obterem uma mão de obra apta para o cumprimento de tarefas e capaz de permanecer ou até alcançar novos postos de trabalho dentro da empresa", avalia.