Dia Mundial da Criança Soropositiva é lembrado pela SMS

Saúde
07/05/2013 17h59
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Cuidar de uma criança não é nada fácil. E quando esta é soropositiva, a situação se agrava ainda mais. As tarefas e preocupações comuns aos cuidados de qualquer menor, como alimentação, higiene, lazer, escola, são desafios diários. Sabendo disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da coordenação do Programa DST/AIDS e Hepatites Virais, realizou na tarde de hoje, 7, no Centro de Educação Permanente em Saúde (Cepes), uma tarde de orientação e lazer para mães de crianças soropositivas.

A atividade, que contou com a preseça do grupo Sons do SUS, marcou a passagem do Dia Mundial da Criança Soropositiva, data instituída pelo Governo Federal, através do Projeto Nascer.

"A AIDS não escolhe a classe social, credo, nem raça, mas os mais pobres procuram ajuda com mais intensidade", disse Marília Uchoa, coordenadora de DST/AIDS do município. Segundo ela, Sergipe está em primeiro lugar do Nordeste no combate e prevenção.

"A doença ainda existe e é preciso acabar com ela. Ao menos, nos pequenos. O programa desenvolve ação de capacitação dos profissionais, tratamento das gestantes, para a criança não ser contaminada", explicou. De acordo com ela, se a gestante usar o antiviral e não amamentar, o risco da criança contrair a doença chega a menos de 1%. A mãe e o bebê são auxiliados com recebimento leite e medicamentos do Governo Federal. "A cada ano, menos crianças nascem infectadas. O projeto Nascer está em todas as maternidades públicas e auxilia as mães portadoras no cuidado com os bebês", relatou.

José Guimarães Neto, coordenador de Saúde Bucal do município, ensinou técnicas de educação e escovação as mães e menores, com o intuito de prevenir maiores problemáticas devido à patologia que eles enfrentam. "Há uma necessidade de um cuidado mais específico, devido à fragilidade desses pequenos, e cabe a nós, da Saúde, dar a devida atenção a isso", expôs.

Coordenador estadual de DSTs, Almir Santana revela que as ações de prevenção para os menores devem ser uma preocupação da sociedade como um todo. "Melhorar a vida social e apoiá-las é de extrema responsabilidade nossa e temos a obrigação de desenvolvermos ações de combate ao preconceito", frisou. O coordenador ainda garantiu que essas crianças recebem medicação, vinda do Ministério da Saúde, além de total assistência médica.

Visão social                                                                      

Alunos de uma das maiores escolas privadas da capital se reuniram em prol das crianças soropositivas. Nos dias que antecederam o evento, estudantes organizaram uma campanha de arrecadação de donativos e dinheiro, a fim de ofertarem brinquedos e alimentos às mães e crianças.

Mais 200 adolescentes estiveram envolvidos de forma direta na ação, sendo que, 35 destes, foram ao Cepes entregar as doações e realizar brincadeiras com a garotada. "Passamos a semana vendendo doces para angariar fundos para essas crianças", revelou Gabriela Peterle, de 16 anos.

Para ela, esta tarde de cidadania é muito importante porque esse é um problema nacional e os fez enxergar a outra realidade. "Ajudar essas crianças é gratificante demais", orgulhou-se.

Movimento Nacional

O grupo Movimento Nacional de Cidadãs Positivas (MNCP) - idealizador da tarde de atividades - trabalha como forma de fortalecimento à mulher que se descobre soropositiva. O dia 7 de maio serve como reflexão e alerta aos pais infectados a aderirem o tratamento de forma completa.

O MNCP trabalha por meio de visitas familiares, cadastrando pessoas e organizando encontros para fomentar a prevenção e adesão ao projeto. No movimento, há 250 mulheres inscritas e 91 crianças cadastradas.