Dupla campeã de vôlei de praia desfila em carro aberto pelas ruas de Aracaju

Juventude e Esporte
17/07/2013 22h27
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O peso das medalhas de ouro contrastava com a leveza das duas atletas sergipanas que conquistaram o título de campeãs mundiais de vôlei de praia. Eduarda Lisboa e Tainá Bigi pareciam não acreditar o que estava acontecendo na tarde desta quarta-feira, 17. Familiares, professores, colegas, amigos e imprensa acompanharam o desfile que saiu do calçadão da Treze de Julho, em carro do Corpo de Bombeiros, e seguiu até a Prefeitura de Aracaju, onde a dupla foi homenageada .

Com sorrisos e acenos tímidos, as meninas passaram pela avenida Beira Mar, avenida Augusto Maynard, ruas Itabaiana, Itabaianinha, São Cristóvão, avenida Rio de Janeiro, Desembargador Maynard e rua Acre. O barulho da viatura e as buzinas dos carros que seguiram o desfile estimulavam os pedestres que passavam pelas vias, que acenavam e aplaudiam as atletas. Festa merecida para os nomes que deixaram de ser promessa e se tornaram uma realidade vitoriosa para o vôlei sergipano.

"Duda e Tainá já são duas grandes atletas. Duas jóias do voleibol. Representam muito bem o esporte brasileiro, e com o trabalho e dedicação que elas têm, com fé em Deus veremos as duas brilhando no circuito nacional e nas Olimpíadas de 2016", disse Gualter Prudente, presidente da Federação Sergipana de Vôlei.

Enquanto a dupla era alvo de perguntas, fotos e abraços, os pais atentos observavam toda a atmosfera de admiração às atletas com atenção e sorrisos sem tamanho. João Bigi, pai de Tainá, descreveu o que passou durante os dias do campeonato, disputado em Portugal, e que as garotas ganharam os sete jogos sem perder nenhum set.

"Como as partidas não eram televisionadas, ficávamos em casa no maior sofrimento. Era torcer e esperar o resultado. No domingo foi muito emoção saber da vitória delas. Saber que minha filha tinha sido reconhecida no caminho que ela escolheu, que nós sempre apoiamos e incentivamos, foi muito bom", comentou João.

Se a aflição já era grande para o João, imagine para uma mãe atleta. A ex-jogadora e hoje treinadora de vôlei, Cida Lisboa, mãe de Duda, também sofreu. Mas hoje traz na alma o sentimento de uma missão cumprida. "Elas estão representando a maioria dos atletas. O título foi para elas, mas elas realizaram o sonho de tantos atletas e ex-atletas. A gente quebrou um jejum. Desde 2005 não tinha um campeão mundial brasileiro e a gente quebrou isso, com as meninas, atletas de fora do eixo Rio-São Paulo. Foi uma grande vitória", disse.

E pensa que as atletas só pensam na festa? Nada disso. A alegria sempre respeitou o espaço da gratidão. "Até a vitória, foi muito treinamento. É um caminho difícil, mas todo esforço foi recompensado com esse ouro. Estou muito feliz e agradeço por fazer parte do Bolsa Atleta, por ter esse benefício que me ajudou no esporte.  Com certeza foi uma ajuda importante para que minha família pudesse me dar mais suporte", disse Duda.

Tainá lembrou ainda da grande responsabilidade que tiveram de encarar, ainda tão novas. Ela, com 17 anos, e Duda, com 14, já vestiram a camisa da seleção brasileira. "Foi um desafio muito importante. Concorrência, atletas grandes e o peso em estar representando a seleção brasileira. Existe a pressão, mas também o lado da energia positiva, do apoio, e isso favoreceu o nosso resultado", pontuou Tainá.

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