Campanha de prevenção ao diabetes recebe apoio da PMA

Agência Aracaju de Notícias
14/09/2013 11h11
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Uma manhã de ações destinada à prevenção e orientação ao diabetes foi realizada durante este sábado, 14. Organizado pelo Centro de Diabetes de Sergipe, com apoio da Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e outras instituições, o mutirão da saúde - assim denominado - levou serviços médicos a população do Mosqueiro, na Zona de Expansão da capital.

Idealizado pelo diretor executivo do Centro de Diabetes de Sergipe, doutor Raimundo Sotero de Menezes Filho, a programação serviu para alertar à comunidade sobre o risco do não conhecimento e, por conseguinte, ausência de tratamento.  "Para cada pessoa diagnosticada com a doença, existe uma que desconhece e é justamente essa a nossa maior preocupação", revela.

Doutor Sotero descreve isso porque, segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (da sigla inglesa IDF - International Diabetes Federation) o Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior prevalência desta síndrome. Somando 13.4 milhões de pessoas portadoras. O que, em números porcentuais, corresponde a quase 6.5% dos brasileiros entre 20 e 79 anos de idade.

"O diabetes é uma doença onde os fatores genéticos são cruciais para o diagnóstico, mas, o mais determinante para o aparecimento da moléstia são os ambientais relacionados ao estilo de vida desregrado", explica.

O médico afirma ainda que a ingestão excessiva de carboidrato (massas) e lipídio (gordura) combinada à ausência de atividades físicas são os principais responsáveis pelo aumento do número de indivíduos diabéticos em todo o mundo.  "A população precisa se atentar quanto aos riscos que esta doença oferece. Ela não tem cura, mas, pode ser evitada com pequenas ações diárias. Ações essas que podem ser uma caminhada, moderação com o álcool, abster-se de comidas do tipo fast food, etc. que podem, sim, ajudar a uma vida mais saudável", pontua.

No decorrer da manhã, vários idosos buscaram informações sobre o tema e saíram com exames encaminhados a fim de iniciarem o devido tratamento.

Por causa da distância e dificuldade com a locomoção, a aposentada Carmelita Correia de Andrade aproveitou a oportunidade para tirar todas as suas dúvidas quanto o assunto. "A gente não pode ir sempre ao médico por causa da distância, então assim que soube que ia ter esse evento hoje, não perdi tempo e vim ver como está minha saúde", disse.

A aposentada não foi a única a sair cedinho de casa para uma consulta gratuita, mostrando boa saúde no alto de seus 88 anos, o aposentado Antonio Correia de Melo saiu satisfeito em ver que - mesmo com a idade avançada - mantém a saúde de um menino. "Vou embora feliz porque minha saúde está ótima e, graças a Deus, o diabetes não chegou a minha vida. E nem vai chegar", declarou.

Tipos de diabetes

Existem vários tipos de diabetes, mas em Sergipe, as mais frequentes são a do tipo 1 e a chamada tipo 2, que alcança a marca de 90% do total de infectados.

Segundo drº Sotero a primeira, também conhecido como diabetes insulinodependente, é mais rara (não chegando a 10% do total) e atinge, na maioria das vezes, crianças e jovens, podendo também aparecer em adultos e  idosos. "Esse tipo ataca as células B do pâncreas, que deixam de produzir insulina, pois existe uma destruição destas células, o que acaba demandando uma intervenção terapêutica, por meio de insulina durante toda vida", esclarece.

Já no segundo tipo, chamado também de não-insulino-dependente, ocorre em sujeitos que herdaram uma tendência para a diabetes, sendo acrescidos por hábitos de vida e alimentação errados e, algumas vezes, ligados ao estresse.

"A alimentação incorreta e a vida sedentária, com pouco ou nenhum exercício físico, tornam o organismo resistente à ação da insulina, obrigando o pâncreas a trabalhar mais e mais, até que a insulina que produz deixa de ser suficiente, o que acaba desenvolvendo a doença", conclui doutor Sotero.