Fauna e flora do Tramandaí são apresentadas pela Sema

Meio Ambiente
04/10/2013 16h52
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A Secretaria do Meio Ambiente de Aracaju (Sema) apresentou nesta quinta-feira, 03, e sexta-feira, 04, no Centro de Educação Ambiental Manoel Bomfim, localizado na Coroa do Meio, as ações realizadas pelo órgão ambiental no Parque Ecológico Tramandaí. O evento Consciência no Mangue é organizado pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), e conta com a parceria da Sema e da Universidade Federal de Sergipe.

Durante todo o dia alunos da rede pública municipal conheceram a fauna e flora do ecossistema manguezal do Parque. "A secretaria, através dos fiscais ambientais, realizou um trabalho de levantamento de espécies presentes no bioma manguezal do Tramandaí. Este evento foi uma oportunidade de mostrar aos alunos a importância da preservação e conservação daquele ecossistemaʺ declarou o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Matos.

Com a vistoria realizada pela Sema, no Parque Ecológico do Tramandaí, foi possível avaliar o nível de degradação ambiental. "Atendendo aos requerimentos da vereadora Emília Corrêa, a equipe técnica da Sema realizou vistoria no Parque Ecológico do Tramandaí e constatou que no riacho são depositados diariamente efluentes domésticos da rede de esgotamento. Diante das apurações encaminhamos ao Ministério Público um relatório técnico, no qual sugere medidas para a descontaminação e o saneamento da poluição naquele ambiente", explicou o biólogo e coordenador de Recursos Hídricos da Sema, Américo Azevedo.

Fauna e flora

No Parque Ecológico Tramandaí várias espécies botânicas foram encontradas.  Algumas delas típicas do ecossistema manguezal como: Mangue branco (Laguncularia racemosa), Mangue vermelho (Rizophora mangle) e Mangue preto (Avicennia shaueriana). Outras espécies também foram identificadas como Fícus (Ficcus benjamina), Nim indiano (Azadiracta indica), Amendoeira (Terminalia cattappa) e Aroeira da praia (Schinus therebentifolius).

Apesar da contaminação por efluentes domésticos, é possível encontrar no Tramandaí crustáceos e pássaros, demonstrando vida no bioma. ʺApós inúmeras visitas ao parque encontramos pássaros da espécie Nyctanassa violácea, Tigrisoma lineatum e Fluvicola nengeta; e Crustáceos das espécies Goniopsis cruentata e Cardisoma guanhumi", disse o biólogo e coordenador de Fiscalização Ambiental da Sema, Cristiano Carvalho.

Parque Ecológico

A engenheira florestal e coordenadora de Análises de Processos da Sema, Ana Carolina de Barros Boschese, explicou que com a criação do Bairro Jardins, pela Lei Municipal nº 2.666 de 1998, foram iniciadas construções que impulsionariam o crescimento populacional na área e com isso o desmatamento de áreas verdes e manguezais ali existentes.  ʺO Tramandaí foi criado pelo decreto 112/1996. Ele surge em um contexto de rápido crescimento e valorização da região Jardins. Houve o desmatamento para construção de prédio e shopping. Outro problema que gerou impacto negativo ao ecossistema daquela região foi a falta de um sistema efetivo de drenagemʺ, relatou.

A institucionalização do Parque Ecológico Tramandaí foi feita com base nas leis federais nº4.771- Código Florestal- e 5.197 - Lei de Proteção a Fauna. Entre os objetivos estavam impor limites à ocupação da área, preservação e conservação do ecossistema existente. O Tramandaí é considerado a primeira Unidade de Conservação Integral Municipal.

Segundo o secretário Eduardo Matos, a Sema irá desencadear esforços para promover ações voltadas à preservação e conservação da primeira Unidade de Conservação Municipal. "O manguezal é um ecossistema costeiros que serve como meio de alimentação, reprodução, desova e crescimento de animais. É também meio de proteção contra predadores. Diante de tamanha importância, sugerimos no relatório, a retirada das tubulações que descartam efluentes domésticos de maneira clandestina; promoção de educação ambiental e abertura de uma pauta na câmara de Vereadoras para, em conjunto com a Companhia de Saneamento de Sergipe, criar uma mini-estação no bairro Treze de Julho para tratar os efluentes domésticos ali descartadosʺ, enfatizou Matos.