Técnicos do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde divulgaram na manhã desta sexta-feira, 8, dados relacionados ao Programa da Programa de Controle da Tuberculose de Aracaju. A avaliação é na verdade um pacto onde metas foram estipuladas para que em 2015, a capital possa apresentar um resultado maior em relação ao combate à doença.
Entre os pontos fortes apontados após uma semana de avaliação, os técnicos do PNCT frisaram que Aracaju vem aumentando o percentual de cura dos pacientes, incentivando o tratamento dos mesmos. A avaliação enalteceu a alta cobertura da estratégia Saúde da Família, que oferece boa estrutura de biossegurança em seu Centro de Referência. “Aracaju precisa apenas melhorar na questão da busca de sintomáticos respiratórios na atenção básica e também no fluxo de exames para o laboratório Municipal”, disse o monitor do PNCT, Stefano Codenotti.
As metas para 2015 estão focadas em manter os incentivos de tratamento para os pacientes, ampliando em 30% o percentual de sintomáticos respiratórios, estimulando que todos os profissionais das Unidades de Saúde busquem atingir este indicativo, aumentando consequentemente o acesso de pacientes com tuberculose a exames de maior complexidade.
Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose de Aracaju, Tânia Santos, esta semana de avaliação foi fundamental para se pensar a questão da Tuberculose em Aracaju. “No que depender das nossas ações teremos ótimos índices de indicadores na próxima avaliação em 2015”, disse Tânia, que frisou que da última vez que Aracaju foi avaliada, as metas foram atingidas, deixando a capital entre as cidades com menor incidência de Tuberculose do Brasil.
De acordo com dados da Saúde de Aracaju, até o momento vem se registrando uma estabilidade no número de casos, contabilizando 214 doentes. Em 2012, o total foi de 231. O município oferta gratuitamente nas Unidades de Saúde exames necessários para diagnóstico precoce da Tuberculose (raio x e baciloscopia), além de disponibilizar as medicações, mantendo um serviço especializado no tratamento que funciona no Centro de Especialidades Médicas (Cemar) no bairro Siqueira Campos. “No serviço de referência em Tuberculose, acompanhamos e damos atenção especial aos casos mais graves como pessoas com HIV que contraem a doença ou casos em que a doença afeta outras áreas do corpo além do pulmão”, informou Tânia.