Amanhã João e Machado se reúnem com manifestantes do Novo Amanhecer

Agência Aracaju de Notícias
20/11/2013 09h37
Início > Notícias > Amanhã João e Machado se reúnem com manifestantes do Novo Amanhecer

Depois de seis horas ocupando a sede da Prefeitura de Aracaju no Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, os manifestantes da invasão do Novo Amanhecer serão recebidos pelo Prefeito João Alves Filho, na tarde desta quinta, 21. A negociação foi comandada pelo vice-prefeito, José Carlos Machado em conjunto com os  secretários municipais: da  Família e Assistência Social, Selma Mesquita; do Planejamento, Luciano Paes; da Defesa Social e Cidadania, Georlize Teles, da Comunicação, Carlos Batalha.

A ocupação do Centro Administrativo ocorreu na tarde do dia 18, segunda, os manifestantes reivindicavam o auxílio moradia. Inicialmente, havia uma intenção de permanecer no prédio durante toda a noite, sem hora para retirada, mas diante das intensas negociações e da palavra dada e confiada do vice-prefeito, José Carlos Machado, os moradores da invasão do Novo Amanhecer confiaram no que ouviram.

"A única coisa que tenho a dar a vocês é a minha palavra, ou vocês confiam ou não confiam.E, estou garantindo que o prefeito João Alves Filho é sensível a causa de vocês, tem o maior interesse em resolver essa questão e vai recebê-los nesta quinta-feira, 21, a tarde", apalavrou o vice-prefeito.

Depois da declaração, os manifestantes acataram e concordaram que seria melhor aguardar o prefeito João Alves. As 75 pessoas que ocupavam  o prédio público saíram por volta das 22h30. A negociação foi considerada vitoriosa para ambos por Machado, ressaltando que foi fundamental o início das conversações com os secretários, os líderes do movimento e os defensores públicos."É importante deixar claro que estamos dialogando com todos desde a desapropriação e que tentaremos resolver essa questão da melhor forma possível. Vamos recebê-los e escutá-los", disse o vice-prefeito.

José Carlos Machado durante toda a negociação com os representantes, deixou claro que a falta de investimentos das gestões municipais anteriores em moradias para a população considerada de baixa renda agravou o problema. " O ex-prefeito doou através de decreto uma área no valor de mais de R$ 1 milhão ao Governo do Estado para que construir um Centro Administrativo. Essa área poderia ser utilizada hoje para a construção de casas populares. Além disso, hoje infelizmente, parece que Aracaju tem dono, falta local para concretizarmos nossos projetos. Estamos numa busca incessante de parcerias com a iniciativa privada para construirmos casas para a população de baixa renda. E, com certeza diante dos desafios encontrados, nosso empenho é cada vez maior, tanto que estamos tentando rever o terreno que foi doado ao Estado", argumentou Machado.

O vice-prefeito ressaltou ainda, o compromisso e a prioridade que o prefeito João Alves Filho dá a questão. "Por entender que a moradia para as famílias que recebem até três salários mínimos é essencial, o prefeito João Alves criou uma diretoria dentro da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) para tratar de questões relacionadas a moradia popular e beneficiar a população que mais necessita da ajuda da prefeitura, que é a mais carente", garantiu o vice.

"Fui diretor de obras da extinta COHAB, hoje Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP) , fui responsável pela construção do conjunto Augusto Franco. Concluí a obra em três anos de gestão estadual do ex-governador Augusto Franco. Atualmente, temos um conjunto que está sendo construído pela Prefeitura com casas populares que se arrasta há seis anos. Um dos grandes empecilhos para a construção de novas casas populares é a falta de terrenos, por conta da grande especulação imobiliária existente em Aracaju", finalizou. 

Ações da PMA

Após a desapropriação do terreno invadido por alguns populares, as famílias receberam apoio da Prefeitura de Aracaju, como por exemplo, a visita constante de agentes de saúde para acompanhamento das famílias e banheiros químicos foram implantados de forma temporária no local até a total resolução do problema.

De acordo com o secretário de Planejamento, Luciano Paz, a prefeitura está viabilizando a construção de mil unidades habitacionais e outras mil o projeto está tramitando. Além disso, a intenção da prefeitura de Aracaju é que em 2014 sejam criadas de 7 a 8 mil unidades habitacionais. "Sabemos que o déficit é muito grande, principalmente na área carente, hoje em Aracaju temos em torno de 20 mil famílias, vivendo irregularmente,e, estamos tentando resolver o problema. Um impasse é que atualmente a Prefeitura paga aproximadamente R$ 250 mil por mês de auxílio moradia. E, o pior, há pessoas que recebem o auxílio há mais de 10 anos, sem que se tenham dado uma solução para o problema", ponderou o secretário.

Luciano Paes ressaltou ainda que a atual gestão municipal está tentando resolver um problema de mais de 15 anos atrás. "Antigamente não haviam tantas invasões, hoje temos enormes bolsões de locais ocupados, inclusive alguns já foram até lixeiras. Esse problema foi sendo construído há vários anos.E, estamos tentando reverter a situação da falta de moradia na capital", afirmou.

A secretária da Família e da Assistência Social, Selma Mesquita, garantiu que já tem algumas propostas para a questão da invasão Novo Amanhecer e será discutido com o prefeito a viabilidade delas para que a partir daí, outras comunidades possam ser contempladas, de acordo com a viabilidade do município.