Arte e terapia envolve grupo de mulheres vivendo com HIV

Saúde
15/05/2014 13h10
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Mães e mulheres vivendo com HIV tiveram um momento especial de lazer e confraternização na manhã desta quinta-feira, 15.  Para homenageá-las, a Secretaria da Saúde de Aracaju promoveu uma edição especial do grupo de arte e terapia. O encontro abordou a valorização do papel das mães na formação e preservação da família, durante uma ação de lazer e arte, onde as integrantes do grupo puderam trazer os filhos.

A integrante e militante do movimento das mulheres vivendo com HIV, Grecy Paula também prestigiou a ação. Paula conta que se sente tocada com a atenção que vem recebendo através do grupo que a Secretaria de Saúde criou. Os encontros semanais vêm sendo promovidos há cerca de dois meses, com o objetivo de reforçar que ser portadora do vírus não impede que a mulher tenha uma vida plena de conquistas e de vitórias.

“Tem sido um espaço para o aprendizado de conhecimentos sobre técnicas artesanais, mas também um lugar para fazer amigas e compartilhar formas de vencer as dificuldades do dia a dia das que sofrem com HIV. Muitas vezes é um estímulo desse que faz a diferença, nos ajudando a criar mais autoestima, a seguir com o tratamento e viver melhor”, explicou Grecy Paula, que conta que há dez anos descobriu ser portadora do HIV e também é mãe adotiva de um menino.

O grupo de arte e terapia para mulheres com HIV reúne em média 27 mulheres a cada encontro. A ação foi idealizada pelo Programa DST/AIDS da Secretaria da Saúde de Aracaju, em parceria com Grupo Cidadã Positiva.  O projeto reúne usuárias e profissionais da Saúde de Aracaju mensalmente, no Cemar Siqueira Campos, para promover reuniões de informação e oficinas de artesanatos para a produção de objetos, utilizando a troca de saber entre o grupo.

O objetivo do projeto é incentivar a arte como forma de geração de renda e estimular o exercício da cidadania, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das portadoras. O projeto foi pensado visando o acompanhamento intelectual das portadoras e a inclusão social. A meta é proporcionar às usuárias o desenvolvimento pessoal, diminuindo o stress e a ansiedade, além do fortalecimento da autoestima dessas mulheres.