Durante esta quinta-feira, 15, a Saúde de Aracaju, através da Rede de Atenção Psicossocial (Reaps), realizou o evento em alusão ao Dia da Luta Antimanicomial, celebrado mundialmente no próximo dia 18. As atividades aconteceram na Casa Rua da Cultura, na Praça Camerino, no Centro da Capital, reunindo profissionais, usuários e familiares dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
A data 18 de maio foi concebida como resultado do Movimento Antimanicomial. Esse movimento resultou na Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei Paulo Delgado (nº 10.216, de 2001), que reconfigurou todo o modelo de assistência à saúde mental. Segundo a coordenadora da Reaps, Karina Cunha, o principal objetivo das ações foi reafirmar o papel social do novo modelo de tratamento.
"Temos que desmistificar essa ideia de que a pessoa com problemas mentais é perigosa e deve estar isolada. Elas precisam estar incluídas na sociedade, através da reinserção social, da garantia dos direitos e da cidadania. Essa luta só foi conquistada com o fim dos manicômios", disse Karina.
A coordenadora ainda explicou que Aracaju é referência em termo de cobertura e de capacidade instalada de CAPS. "Com os seis CAPS funcionando, o Município já ultrapassou a meta para atender a demanda de usuários. Hoje somos referência para o Brasil, pois atendemos toda a Rede Municipal e prestamos cuidados diários às pessoas para que estas retomem suas vidas em meio à sociedade de forma digna", explicou.
A comemoração desta data é uma maneira de fazer com que pacientes, familiares e profissionais interajam. Todos os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) estiveram presentes no evento, além do apoio do Programa Academia da Cidade, que realizou atividades físicas com os usuários. Foram realizadas atividades recreativas, almoço, apresentações culturais e teatrais e também uma roda de conversa com o tema sexualidade.