Em conjunto com todo o país, em um incentivo do Ministério da Cultura, a Fundação de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju) comemora em Aracaju a 4ª Semana Nacional de Museus. Ontem, a atividade foi uma parceria da Biblioteca Clodomir Silva e o Museu do Homem Sergipano (MUHSE), que realizaram o seminário É Hora do Museu, com o tema Museu e público jovem. Representantes de museus e memoriais da cidade e de outros municípios, estudantes dos cursos de História e Artes Visuais e interessados no assunto compareceram à Estação UFS para ouvir experiências, debater sobre o tema proposto e assistir pequenas demonstrações da arte realizada por jovens. Entendendo que a questão a ser trabalhada depende dos vários segmentos, o MUHSE, a Biblioteca Pública Municipal Clodomir Silva e o Projeto Mané Preto do Imbuaça se juntaram para despertar a sociedade e desmistificar o preconceito de que museu é lugar de preservar o passado. Não pode ser encarada isoladamente, mas ampliar a questão para outras áreas, para conhecer outras experiências de trabalhos, trazer informações. Sem reunir, como poder levar adiante?, questionou Terezinha Oliva, diretora do MUHSE. Pela primeira vez participando da Semana, a Biblioteca Clodomir Silva se une ao museu para integrar o público jovem nas atividades oferecidas pelo Memorial Clodomir Silva mostrando que a biblioteca pública vai muito mais além do que os serviços prestados como empréstimos. É a primeira vez no contexto nacional com o objetivo de congregar com museus o tema proposto, afirmou Sônia Carvalho, diretora da Biblioteca Clodomir Silva. No primeiro momento a pedagoga e associada do Museu do Homem do Nordeste, Viviane da Fonte, trouxe a experiência do projeto Faço arte no museu, desenvolvido nos museus do Recife com crianças, adolescentes e jovens de baixa renda. A pedagoga testemunhou a evolução e a mudança proporcionada pelo projeto na visão de arte das crianças participantes. As crianças estão visitando os museus com mais vontade, com outro olhar e identificando técnicas, comentou. O projeto realizado no Recife vem sendo trabalhado há sete anos com crianças de escolas públicas em oficinas desenvolvidas nos próprios museus. As aulas são divididas em teóricas, práticas e visitações aos eventos culturais, como exposições, galerias, museus e memoriais. As oficinas são específicas em técnicas nas quais se aprende a noção de fazer a arte. Cerâmica, xilogravura, monotipia e outras mais fazem parte da grade de oficinas em que há uma preocupação dos artistas orientadores de contextualizar o trabalho, inclusive o material utilizado, com a realidade dos alunos como é o caso da pigmentação natural sugerindo o uso do barro, da madeira como material e sucata. Ainda durante a manhã o grupo Imbuaça apresentou um pouco do trabalho desenvolvido com jovens no bairro Santo Antônio. Seguindo a programação a professora Verônica Nunes desenvolveu uma palestra com o tema da Semana Nacional dos Museus. Também aconteceu a apresentação do coral da Escola Oficina de Artes Valdice Teles. Os participantes foram convidados a assistirem ao concerto da Orquestra Sinfônica de Sergipe em São Cristóvão finalizando as atividades em comemoração oferecida pelo Museu do Homem Sergipano juntamente com a Funcaju.