Nesta quarta-feira, 29, a Saúde de Aracaju promoveu diversas palestras voltadas para esclarecer dúvidas do público de transexuais que participam do II Seminário do Grupo de Trabalho de Transexuais – GTTRANS. Durante a manhã de debates, técnicos do Programa Municipal Dst Aids falaram sobre a prevenção das Hepatites Virais. Da programação do evento, a Saúde também discute “Redução de Danos – Drogas ilícitas e o HIV”, “ Co- infecção entre Tuberculose e HIV”.
A técnica do Programa Municipal Dst Aids reforçou que a vacina contra Hepatite B, o uso do preservativo nas relações sexuais, bem como manter kits individualizados de manicures e lâminas de barbear são formas de evitar a doença. “A Hepatite tipo B é tratável e curável, mas todos precisam prevenir bem como buscar sempre ajuda do serviço de saúde para que essa ou outras doenças possam ser diagnosticadas e tratadas cedo”, explicou.
Uma das convidadas do evento, a presidente da Associação de Travestis Reencontrando a Vida (ATREVIDA), Jacqueline Brazil, elogiou a organização e os parceiros do evento como a Secretaria da Saúde por trazer temas de grande relevância ao debate. “O movimento das transexuais tem crescido e o evento vem para pautar as necessidades das pessoas. Este ano tivemos um público bem maior presente, o que é um avanço. Trabalhamos a questão da prevenção, e até mesmo temas que ainda são difíceis de lidar como a violência e o mercado de trabalho”, acrescentou.
O II Seminário acontece até dia 30 de abril. Para a coordenadora do Seminário GTTRANS, Greicy Paula Jhonés, o debate sobre prevenção foi produtivo. “São cuidados que tocam, não só a vida das trans como da população em geral. Todos precisam aprender a lidar com doenças e prevenir doenças, ter atividade física e se cuidar. É uma prioridade para o movimento levar informação em saúde e ajudar quem está em vulnerabilidade”.
Para a coordenadora estadual do GTTRANS, Sharon Gomes, o evento é importante para formar opiniões e informar o público trans sobre os direitos. “Muitas aprendem coisas novas e repassam o que escutaram. Apesar do acesso a serviços de saúde ser direito nosso também muitas trans ficam reprimidas de buscar serviços de saúde. Com esses encontro elas se aproximam mais e vão procurar os tratamentos para ter mais saúde e uma vida melhor”, concluiu.