A origem desse movimento está ligada aos movimentos sociais no final da década de 70 e teve a desinstitucionalização como premissa fundamental na reorganização dos serviços e nas práticas de saúde mental. Assim, a questão norteadora não era a modernização dos hospitais psiquiátricos, mas a criação de novos espaços, com outras abordagens.
Decorrente deste movimento, temos a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10.216 de 2001 (Lei Paulo Delgado) que redireciona o modelo assistencial em saúde mental, transferido o foco do tratamento, com base hospitalar, para serviços comunitários e abertos.
Em Aracaju essa nova proposta de cuidado em saúde mental conta com o trabalho dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), das Residências Terapêuticas, do Programa de Redução de Danos, dos Leitos em hospital geral, de outros equipamentos que ofertam o cuidado de forma integrada com a comunidade.
Segundo a Coordenadora da REAPS, Karina Cunha, “A ideia do CAPS é ofertar cuidado de forma humanizada, sem excluir o usuário do convívio familiar e comunitário”. O hospital não é mais o centro desse cuidado, esse agora se dá de forma individual, através de um projeto terapêutico singular e de um acompanhamento multidisciplinar.
O município de Aracaju sempre se destacou no cenário nacional pela expansão de sua rede de atendimento, que avança a cada ano com a abertura de novos serviços. Para esse ano tem previsto a abertura de mais um CAPS AD III, sendo esse exclusivo para o público infanto-juvenil e de uma Unidade de Acolhimento para pessoas que fazem uso abusivo de drogas.
De acordo com Karina Cunha, em 2014 a Rede acompanhou uma média de 1.632 pessoas com transtorno mental, incluindo as com necessidades decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas, tendo uma média de 199 pessoas acompanhadas por dia nos serviços CAPS. Com o Programa de Redução de Danos (PRD) foram realizados pela equipe mais de 23.867 acessos junto a pessoas que fazem uso de drogas e profissionais do sexo.