Mesmo que a modernidade tenha muitos lados positivos, aquilo que é antigo também tem seu brilho e, para algumas pessoas, traz consigo um sentimento de saudade. Durante o Forró Caju, a Petrobras montou um estande que recorda décadas passadas e ainda resgata tradições da nossa cultura.
Nesses dias 23, 24 e 25, a empresa, em parceria com o grupo Manga Nordeste, montou um espaço traz de volta um tipo de fotografia que, nos tempos de hoje, é raro de se ver. Quem chega ao estande, tem a oportunidade de fazer fotografias no Lambe-lambe, estilo fotográfico em que um fotógrafo ficava em meio às pessoas, normalmente em praças, e fotografava em miniatura, através de um processo artesanal, ainda na época em que o filme era mais recorrente.
Além da fotografia que é entregue em um monóculo, uma espécie de binóculo de fotografia comum em décadas passadas, o público ainda leva para casa a literatura de cordel.
Para Clívia Rolemberg, a iniciativa é muito positiva, já que a fez recordar de tempos passados, da época da sua infância. "Isso contribui muito para a nossa cultura. Muita gente não conhece a literatura de cordel e tem a oportunidade de conhecer. Gostei também da maneira em que fizemos a foto. É como se houvesse uma renovação da história. As pessoas, hoje em dia,, conhecem mais o São João feito do forró estilizado, e não esse tradicional com o qual fomos recebidos aqui", comentou.
Seu irmão, Tito Rolemberg, acompanhado pela noiva, também aproveitou o espaço. Por lá, também é possível fazer vídeos dublando alguns sucessos do forró de raiz. "Achei a ideia muito bacana e a da fotografia então. Há muitos anos, nesse local mesmo, existiam muito fotógrafos Lambe-lambe. Quando eu vi o estande, quis logo fazer uma foto para relembrar bons tempos", destacou Tito.
A ação segue até esta quinta-feira, 25.