PDDU: População do Augusto Franco expõe propostas durante audiência pública

Agência Aracaju de Notícias
05/09/2015 10h18
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A terceira etapa da revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) está em pleno desenvolvimento. Já ocorreram nesta fase quatro audiências públicas, sendo que a última delas foi realizada na noite desta sexta-feira, 4, no conjunto Augusto Franco, na Zona Sul de Aracaju. Através da Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplog), a Prefeitura de Aracaju tem ido aos bairros da capital expor as principais questões a cerca do assunto e ouvir a opinião daqueles que vivem na cidade.

O Espaço Cultural Gonzagão foi o local que recebeu os moradores do maior conjunto habitacional de Aracaju. O Augusto Franco faz parte de uma das regiões da capital que mais tem se desenvolvido a nível de investimento. Hoje, o conjunto pertencente ao bairro Farolândia, este que vive uma fase de expansão imobiliária, grande parte devido aos investimentos focados no local. Justamente por isso, as demandas da população seguem o fluxo do desenvolvimento e, na audiência desta sexta-feira, ficou claro o quando os moradores do conjunto se preocupam em ver o lugar onde moram mais bem preparado e organizado para receber tal expansão.

A audiência pública foi aberta pela coordenadora geral da revisão do Plano Diretor, a arquiteta da Seplog Marianna Albuquerque, assim como nas demais audiências desta terceira etapa, situou os moradores a respeito do que seria o PDDU e no que consiste esta fase da revisão. De forma resumida, esta etapa trata de apresentar para a sociedade as propostas viáveis concluídas após o diagnóstico da atual realidade da capital sergipana. Para se ter uma ideia, o Plano Diretor de Aracaju é do ano de 2000, sendo que os estudos referentes a ele foram iniciados no ano de 1995, ou seja, a revisão deste Plano se faz necessária por conta da defasagem de 20 anos sem analises a respeito do crescimento da cidade.

"O que a gente percebe é a população quer resultados imediatos. O Plano Diretor é um planejamento para dez anos e a população quer para hoje. Ao elaborar as pessoas, pensamos no que o Estatuto diz, que a cidade seja justa e solidária. Uma outra coisa é que precisa ter infraestrutura para que a gente possa construir. O que acontece bastante é que as pessoas decidem construir onde não há infraestrutura, então, estamos pensando neste sentido, dar as condições necessárias para o crescimento ordenado na cidade. Uma outra preocupação é sobre a mobilidade urbana. Haverá um Plano de Mobilidade quem também é vinculado ao Plano Diretor e que vai ser discutido com a comunidade em tempo hábil e ele também tem diretrizes importantes, como por exemplo: hoje você vê que quem tem prioridade nas vias são os carros particulares, mas os ônibus é que deveriam ter essa prioridade, os não motorizados, como dizem", explicou Ana Neri, diretora de Urbanismo da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb).

População participativa

Uma das características das audiências de revisão do PDDU, é a necessidade da participação de cada comunidade onde são realizadas as apresentações. No Augusto Franco, os moradores da localidade, não só marcaram presença como também participaram efetivamente apresentando dúvidas e sugestões.

Moradora do conjunto há 18 anos, Adilma Gomes Santos era uma das representantes da comunidade e vem buscando cobrar medidas e soluções para os problemas existentes na localidade. "Todos queremos melhorias. É preciso que as nossas necessidades sejam tidas como prioridade. Aqui no Augusto Franco nossa maior preocupação tem a ver com a infraestrutura e transporte público. Nosso desejo é que as mudanças aconteçam e beneficie, de fato, a população", ressaltou.

Maria Luci é residente de uma região da Farolândia conhecida como Barroso. "Posso falar do local onde moro e, por lá, precisamos de ruas mais pavimentadas. Por isso, acho importante existir essas audiências para que as nossas necessidades sejam ouvidas e façam parte do Plano Diretor que será refeito", frisou.

Morador e comerciante do Augusto Franco, André Oliveira dos Santos tem se preocupado com as mudanças no trânsito do conjunto que têm dificultado suas vendas, no entanto, ele acredita que, ao ouvir a população, a prefeitura dá um grande salto. "Vivo duas realidades dentro do conjunto, pois, além de morar aqui, tiro meu ganha pão também. A infraestrutura e o trânsito, acredito, sejam os pontos mais preocupantes aqui, então, as medidas públicas devem ser voltadas para questões que envolvem esses pontos", afirmou.