Na manhã desta terça-feira, 22, o auditório do Centro de Especialidades Médicas (Cemar) – Siqueira Campos, foi o local escolhido para a realização de uma palestra sobre Disfagia (distúrbio da deglutição), com o tema “Eles podem não sentir o sabor do alimento, mas certamente sentem o sabor de uma abraço”. A atividade foi uma iniciativa do Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca), com apoio do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 4° região ( CRFA-4) e Pré Comissão do Sindicato de Fonoaudiologia do Estado de Sergipe (SINFONSER) em comemoração ao dia Nacional de Atenção à Disfagia, ocorrido no ultimo domingo, dia 20. O encontro reuniu pais, crianças e profissionais da unidade que participaram das atividades lúdicas desenvolvidas na apresentação.
Segundo o fonoaudiólogo, Arthur Marcelino, a atividade foi desenvolvida com o objetivo de informar a população sobre Disfagia, suas causas e consequências e a importância do acolhimento da sociedade a todos que possuem este distúrbio. “A disfagia é um sintoma que pode se apresentar como causa de inúmeras doenças como traumatismos crânio encefálicos, acidentes vascular cerebral, paralisia cerebral, câncer de cabeça e pescoço entre outros. Os participantes da atividade tiveram a oportunidade de compreender na prática a deglutição e suas fases, através do momento lúdico onde houve oferta de alimento (bolinhos). Atividades como esta proporcionam que pacientes e pais compreendam mais facilmente a relação entre saúde e doença e, desta forma, eles se tornam elementos ativos no processo de promoção de saúde. Além disso, essa é a oportunidade de fortalecer as relações entre serviço público de saúde e seus assistidos”.
Ainda segundo o fonoaudiólogo, no Cemca há alguns pacientes com alterações na deglutição, normalmente associado à paralisia cerebral, por isso a importância de tratar sobre o assunto. “Alguns casos de microcefalia podem evoluir, também, para quadros disfágicos, sobretudo após o quarto mês de vida, onde a função de sucção deixa de ser reflexo e passa à condição de função adquirida. A disfagia quando não tratada pode provocar comprometimentos nutricionais, desidratação e risco de pneumonia aspirativa. É importante que os pacientes e seus acompanhantes entendam o tema para adotar cuidados os necessários”, explicou
As crianças que participaram da atividade também foram convidadas pelo fonoaudiólogo Arthur e pela pedagoga Maria Aparecida Carvalho (briquedoteca-Cemca) a se tornarem “pequenos promotores da saúde”. A ideia é que eles possam ser responsáveis por transmitir as informação adquiridas no evento aos seus colegas de escola.
Emocionada, a professora Maria das Dores, que acompanha o filho no tratamento realizado no Cemca, deu seu testemunho. “Tenho uma alegria muito grande em poder participar desses encontros. É excelente para nós, pais, e para as crianças que podem entender melhor esse assunto. Só posso agradecer por todo acolhimento que eu e meu filho recebemos aqui”, afirmou.