Bairro Cirurgia recebe mutirão de combate ao Aedes aegypti

Saúde
06/08/2016 16h58
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A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vem realizando um  trabalho constante para diminuir cada vez mais o  índice de infestação do Aedes aegypti, mosquito que transmite a Dengue, o Zika Vírus e a Febre Chikungunya. Neste sábado, 6, as ações foram concentradas no bairro Cirurgia e além de contar com os agentes de Endemias, contou com a participação de voluntários do Projeto Zika, que está sendo realizo pela Cruz Vermelha (a maior instituição humanitária do mundo).  

De acordo com a supervisora de campo do Programa de Controle do Aedes, Ademilde Figueiredo, durante as visitas, os agentes e os voluntários orientaram a população sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do Aedes aegypti. "O trabalho não pode parar, pois é preciso combater esse mal que hoje atinge o Brasil inteiro, que é o mosquito Aedes aegypti. Essa parceria com a Cruz Vermelha foi muito importante para podermos conscientizar as pessoas que a luta contra o mosquito tem que continuar", informou.

Durante a ação, além de orientar a população, foram distribuídos panfletos educativos direcionados às gestantes, a população em geral e panfleto infantil, para todos ficarem engajados no combate ao mosquito. Esse é o segundo sábado que os voluntários vão à campo e a cada sábado, 12 voluntários estarão atuando.

Jéssica Chaves, voluntária e coordenadora do Projeto Zika, explica que a Cruz Vermelha é uma instituição humanitária que trabalha com imparcialidade independente de política e religião. "Trabalhamos por diversas causas sociais e o foco nesse momento de parceria com a SMS é a eliminação desse vetor em potencial que é o Aedes. Nosso projeto ficou voltado para o Zika, por conta da proliferação da doença no estado. Nosso trabalho é de conscientização e junto com os agentes de Endemias nós conseguimos fazer a eliminação mecânica e também química, pois a eliminação mecânica qualquer pessoa pode fazer dentro de casa, mas a eliminação química é de responsabilidade dos agentes", destacou a voluntária.

Para Maria de Lourdes Sá, moradora do bairro Cirurgia, o trabalho dos agentes é essencial para identificar os focos do mosquito. "Eu sempre faço a minha parte, mas não sei se estou fazendo corretamente, por isso que é importante essas visitas. Eu sempre mudo a água dos animais e dos vasos de plantas e quando chove tenho o maior cuidado para não acumular água parada".  

Já a moradora Ana Paula reconhece que precisa ficar mais atenta aos reservatórios de água. "Eu confesso que por conta da correria do dia a dia costumo relaxar com a caixa d´água que tenho no meio quintal. Já era para ela está vazia e lavada, mas fico sempre de olho para não deixá-la destampada. Vou fazer o possível para esvaziar logo e evitar que o mosquito nasça", disse.