Fortalecer a Política de Atenção Integral a Saúde da Criança e, desta forma, contribuir para a redução dos índices de mortalidade infantil. Em torno dessa temática a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Programa Saúde da Criança do Adolescente e do Jovem (PSCAJ), realiza nesta quinta-feira, 11, o Seminário "O Cuidado com a Criança". O evento acontece no auditório da Escola Municipal Presidente Vargas, no bairro Siqueira Campos, e conta com a participação de profissionais de saúde e da assistência social que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), e também de professores e pedagogos da Secretaria Municipal da Educação (Semed).
A mesa de abertura do evento foi composta pelo secretário Municipal da Saúde, André Sotero, pela coordenadora do PSCAJ, Rita Bitencourt, pelo médico referencial do programa, Byron Emanuel Ramos e pela presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Tereza. André Sotero participou não somente como gestor, mas também compartilhou a sua experiência como cardiologista pediátrico e especialista em cardiopatia fetal.
"Eu sempre achei que, no geral, a criança poderia ser melhor assistida pelo Sistema Único de Saúde. E o período muito mais crítico é justamente o da puericultura. Uma criança que falta um mês de consulta no primeiro ano de vida seria, por exemplo, como o adulto que passa dez anos sem ir ao médico. Ainda temos poucos pediatras na Rede, mas enquanto eu estiver secretário vou trabalhar para garantir um melhor atendimento e uma melhor assistência às crianças. Meu esforço é para que eu consiga deixar uma saúde muito melhor do que aquela que encontrei", enfatizou o secretário.
Durante o seminário, a coordenadora do PSCAJ, Rita Bitencourt, lembrou que o Brasil assumiu em 1990 a proteção integral da criança, a partir da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas apesar dos avanços conquistados desde então, ainda é evidente a necessidade de maior qualificação das estratégias voltadas à Saúde da Criança.
"O objetivo desse encontro é justamente colaborar com o processo de instrumentalização dos profissionais de saúde, assistência social e educação para atendimento e acompanhamento das nossas crianças. Estamos trazendo temas importantes, como a criança com câncer, a criança cardiopata, as síndromes e os direitos, tudo para subsidiar o trabalho dos profissionais no olhar direcionado as crianças", afirma Rita.
Atenta a todas as palestras, a pedagoga Sílvia Nole elogiou o seminário e a maneira como os temas foram conduzidos. "Todos os palestrantes foram maravilhosos, falaram com propriedade e com o conhecimento de causa. E percebi também que eles abordaram os assuntos de uma forma mais fácil, sem utilizar muitos termos técnicos que eu, enquanto pedagoga, não iria entender. Lido com muitas crianças e tudo que vi aqui hoje vai me ajudar bastante a identificar qualquer situação diferente no ambiente escolar".